Yôga & Qualidade de Vida

O Yôga é um excelente recurso em prol da qualidade de vida.

Em jeito de resumo aqui ficam algumas técnicas/práticas/conceitos do Yôga que ajudam a melhorar a qualidade de vida.

Jala nêti

O jala nêti, também conhecido como irrigação nasal, é um kryiá do Yôga. Este kryiá permite eliminar o excesso de mucosidade dos seios nasais, estimula o ájña chakra e tem benefícios comprovados ao nível das alergias e sinusites.

Se quiseres saber como se faz, visita este link: Jala nêti

Respirar melhor

Aprender a respirar é o que fazemos logo nas primeiras aulas de Yôga.  É fundamental saber respirar correctamente para gerir melhor o stress, as emoções e principalmente para que a mente trabalhe com mais clareza, foco e energia. O Yôga antigo possui um acervo grande de técnicas respiratórias.

Para aprender alguns exercícios respiratórios básicos, visita o link: Respirar bem para viver melhor

Meditar

A meditação tem conquistado cada vez mais adeptos em todo o mundo. Muitos empresários afirmam que a prática da meditação os deixa mais focados e com menos stress. Desportistas praticam meditação como forma de  fortalecer a capacidade de concentração nas competições. Artistas buscam esta técnica milenar para desenvolver a criatividade e a intuição.

Para experimentar os benefícios da meditação é necessário a praticar regularmente. Apenas alguns minutos todos os dias são suficientes. Uma vez integrada na rotina diária, a meditação  torna-se a melhor parte do teu dia!

Alguns exemplos de exercícios de meditação:

Meditação na respiração
Meditação Ham Sa
Meditação no ashtánga yantra
Meditação na Lua cheia
Meditação So Ham
Meditação na chama de uma vela

 Alimentação Vegetariana

O Yôga está quase sempre associado a uma alimentação vegetariana. A alimentação vegetariana é hoje amplamente reconhecida pelos seus inúmeros benefícios. Uma alimentação centrada em frutas, legumes, cereais e seus derivados ajuda a prevenir doenças cardiovasculares, hipertensão, colesterol elevado, diabetes e muitos tipos de cancro.

Receitas vegetarianas aqui: Espaço Gourmet

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Se ainda não praticas Yôga e queres muito conhecer esta filosofia de vida vem visitar a Casa do Yôga ou marca uma aula experimental.

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O bolo todo ou só as migalhas?

O Yôga é classificado como filosofia. Filosofia de vida, ou filosofia prática. Surgiu há mais de 5.000 anos, na Índia. É um dos seis darshanas do hinduísmo.

O Yôga antigo possui inúmeras técnicas, entre elas estão os kriyás. Os kriyás são técnicas de limpeza das mucosas do organismo. Cada kriyá trabalha sobre uma área definida do corpo purificando-a. Esta limpeza é indispensável para a evolução no Yôga, pois permitirá que os fluxos pránicos circulem livremente.

O primeiro kriyá que eu aprendi quando comecei a praticar Yôga foi o uddiyana bandha.

Para executar o uddiyana bandha, coloca-te em pé, com as pernas ligeiramente afastadas e flexionadas, as mãos apoiadas na parte superior das coxas e o tronco ligeiramente arqueado.

Expira todo o ar que tiveres nos pulmões e puxa a barriga para dentro e para cima. Sente como se a musculatura abdominal tocasse nas costas. A contração acontece pelo vazio provocado pela expiração e pela elevação do diafragma. Mantem-te assim, enquanto puderes permanecer com os pulmões vazios, quando não puderes mais solta o abdómen. Depois inspira, para logo a seguir expirar novamente e voltar a contrair a região abdominal. Repete algumas vezes. Este é o tamas uddiyana bandha.

Quando tiveres dominado o tamas uddiyana bandha passa à variação rajas, isto é, com movimento. Procede da mesma forma, mas agora contrai e solta sucessivas vezes o abdómen, sempre com os pulmões vazios. Pára para inspirar, e ao expirar novamente repete as contrações.

Esta técnica possui inúmero efeitos: tonifica os orgãos abdominais, favorece o funcionamento do intestino, estimula as secreções gástricas e o bom funcionamento do fígado, ajuda a eliminar toxinas, etc.

Se não conheces  o uddiyana bandha procura um instrutor formado para te ensinar. Não tentes aprender por livro ou vídeo.

banda

Passados tantos anos da minha primeira aula de Yôga, comecei a ouvir falar de abdominais hipopressivos. O mundo do fitness está invadido por esta tremenda novidade! As revistas, os blogs, os programas de televisão não falam noutra coisa. Vendem os abdominais hipopressivos como se fossem a última grande descoberta e a quinta maravilha em termos de efeitos. E o que são os abdominais hipopressivos? Vê o vídeo abaixo e descobre.

Agora esquece o uddiyana bandha e os hipopressivos. Imagina que a tua avó faz um delicioso bolo de laranja. Cada familiar teu aproxima-se do bolo, corta uma fatia e delicia-se com a iguaria. Mas tu, sem coragem para tirares a tua própria fatia vais-te contentado com as migalhas que caem no prato.

É mais ou menos isso que acontece com o Yôga. O Yôga é o bolo, as técnicas são as migalhas. Tem gente por aí que ensina abdominais hipopressivos, outros ensinam  a respirar correctamente (ensinam apenas respiração abdominal, quando o Yôga possui mais de 50 exercícios respiratórios diferentes), outros ensinam meditação (fora do contexto e sem ajuda das outras técnicas, o que torna a meditação muito mais difícil). Nada contra, afinal as técnicas mesmo isoladamente, possuem os seus efeitos.

Agora imagina o poder de uma aula de Yôga antigo, com pránáyámas, kriyás, mantras, ásanas, meditação etc. Imagina todas estas técnicas fabulosas juntas numa só aula! Poderoso, não é?

A importância da prática regular

Imagina que te inscreves numa escola de música para aprender a tocar piano. Inscreveste-te hoje, estás super entusiasmado e fazes a primeira aula. Mas na próxima semana, tens a agenda cheia e convences-te de que nem tens tempo para aparecer nas aulas. Daqui a quinze dias regressas e fazes mais uma aula, a seguir tens novamente uma semana cheia e faltas. E assim vai passando o tempo… Daqui a seis meses, olhas à tua volta e percebes que os teus colegas, que até frequentaram as aulas umas duas vezes por semana,  já tocam pequenas músicas e tu continuas a treinar escalas…e o professor não te consegue levar mais longe que isso, mesmo que tenha muita  boa vontade.

Este é apenas um dos muitos exemplos que poderia dar sobre como não obter resultados. Se queremos aprender alguma coisa temos de nos dedicar a ela por tempo razoável e com regularidade. Duas vezes por semana, ou  três vezes por semana…o que for, desde que seja com constância e regularidade permite-nos conquistar resultados ao longo do tempo.

Com o Yôga também é assim. Dedica-te um pouco, todas as semanas e ao fim de algum tempo vais ver resultados e vais sentir que vale a pena o esforço.

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foto obtida no pinterest

 

Escrevo este texto a pensar nas pessoas que muitas vezes me procuram e dizem “ah…uma vez por semana, só posso praticar uma vez por semana”  e eu tento explicar que “…hum uma vez por semana é pouco, é quase nada e não permite obter resultados quase nenhuns”.  Outros dizem, ” aulas avulso pode ser?”….e eu tenho de respirar fundo e explicar que não, que não dá!

Mesmo em coisas comuns, como por exemplo, tentar emagrecer, ninguém vai ao ginásio pedir para fazer aulas avulso pois não? Seria quase como dizer que na verdade não quer emagrecer! Então por quê fazer isso com o Yôga?

O Yôga é conhecido por ter uma gama alargada de benefícios. Combate o stress, reduz a insónia, aumenta a concentração, fortalece a coluna, torna o corpo mais forte e flexível,  etc. .

É fácil perceber, que com uma aula de Yôga de vez em quando, não vai conseguir extrair nenhum benefício da prática. E muito menos atingir a meta do Yôga que é um estado de auto-conhecimento e necessita de anos de dedicação. Uma aula de vez em quando pode até eliminar o stress daquele dia, mas não te vai ajudar a gerir o stress de todos os dias. Uma aula de vez em quando pode até eliminar aquela dorzinha que trazias na coluna, mas não vai eliminar as tensões musculares, quer sejam elas provenientes de má postura, cansaço físico ou stress, e não vai tornar a coluna mais forte ou mais flexível.

A prática de Yôga tem um efeito cumulativo, uma vez que ao praticar algumas vezes por semana de forma consistente, o corpo acumula as alterações iniciadas com a primeira aula e cria uma base sólida a partir da qual surge um  progresso consistente.

Se já experimentou praticar algum tempo com regularidade e depois ficou algumas semanas sem  praticar, deve ter percebido que o seu corpo  voltou ao estado em que estava antes de iniciar a prática. Pratique com regularidade por longo tempo e vai sentir-se a  construir  um reservatório de energia, bem-estar e vitalidade que dificilmente se abala com os percalços da vida!

Diário de prática

Já alguma vez pensaste ter um diário da tua prática de Yôga?

Um diário de prática é um registo, um pequeno relato de considerações sobre a prática de Yôga a cada dia. É importante, pois ajuda-nos a focar nas metas a curto e a longo prazo. Além disso dá-nos um certo sentimento de realização pois permite-nos perceber o caminho que realizamos até ao momento

Devemos registar as técnicas que praticamos, mas sobretudo devemos anotar as vivências, as sensações  e as emoções de cada prática. Deve haver espaço para registar o que queremos melhorar ou aprofundar, as nossas dificuldades e as nossas vitórias.

Como o Yôga é uma filosofia de vida e queremos incorporá-lo a todos os aspectos do nosso dia-a-dia, faz sentido incluir no diário considerações sobre a nossa alimentação, a aplicação do código de ética, as leituras, etc..

Sivananda no seu livro Essence of Yôga fala na importância de manter um diário e sugere a observação de 27 questões.

Na foto abaixo, um pequeno excerto do livro.

diario de pratica

O diário de prática é uma excelente maneira de realizar swádhyáya, o auto-estudo, a descoberta de si mesmo.

Eu pessoalmente adoro manter um diário de prática, gosto da sensação de continuidade e de evolução que ele me proporciona. E agora espero ter-te entusiasmado a criares o teu. 🙂

diarioFoto de Startup Stock Photos

Técnicas e conceitos para a expansão da consciência

“Não adianta, e isso eu já tenho dito e repetido muitas vezes, mas sempre parece que não disse vezes suficientes, ou não enfatizei da melhor maneira: as técnicas sem os conceitos não funcionam.

Mas não funcionam? Eu perdi barriga, eu fiquei esculturado, e lá se foi a celulite, e ganhei aquela competição porque a minha respiração melhorou, eu tive mais folêgo mais flexibilidade articular, mais tônus muscular. Como que não funciona?

Não funciona no sentido em que o objectivo final é o samádhi e nós não chegamos lá se os conceitos não forem observados. Então nesse aspecto, sem os conceitos as técnicas só funcionam para essas coisas menores, como ganhar uma competição desportiva, ganhar mais dinheiro na profissão, ficar com um corpo esculturado (…)

Mas para nós isso é muito pouco, é o lado de fora, isso são os efeitos colaterais, não é a coisa em si, a coisa em si é a filosofia que visa o estado de consciência expandida que vai nos levar ao autoconhecimento. Só que se a pessoa não observar a reeducação comportamental, não consegue chegar a um estado de purificação orgânica, de limpeza das nádís, meridianos e finalmente não consegue chegar à meta”

Palavras do Professor DeRose na Webclass de 21 de Outubro ao minuto 42:37

 

Algumas explicações

Técnicas:

Exercícios respiratórios, técnicas de vocalização, técnicas corporais, descontração, meditação, etc., isto é, tudo o que fazemos dentro da sala de prática.

Conceitos:

Boa cultura, boa alimentação, boas relações humanas, ética, civilidade, etc., tudo o que devemos incorporar ao nosso dia-a-dia.

Samádhi:

Hiperconsciência, estado de megalucidez que conduz ao autoconhecimento; Segundo Pátãnjali, este estado de consciência é a meta do Yôga; segundo Sivánanda “nenhum samádhi é possível sem kundaliní”, logo a função do Yôga é despertar essa energia.

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O ingrediente secreto para trabalhar melhor

Será que o sucesso traz felicidade ou é a felicidade que traz o sucesso?

Nesta divertida TED Talk o psicólogo Shawn Achor argumenta que a felicidade é que pode levar à produtividade e ao sucesso.

“Se conseguirmos aumentar o nível de pensamentos positivos de alguém no presente, então o cérebro experiência o que chamamos agora de vantagem de felicidade, que é o vosso cérebro em modo positivo a trabalhar muito melhor do que em modo negativo, neutro ou em stress. A vossa inteligência aumenta, a criatividade aumenta, os níveis de energia aumentam. Na verdade, descobrimos que qualquer resultado melhora. O vosso cérebro em modo positivo é 31% mais produtivo do que em modo negativo, neutro ou em stress.São 37% melhores em vendas. Os médicos são 19% mais rápidos, mais precisos, a chegar ao diagnóstico correcto do que em modo negativo, neutro ou em stress. O que significa que podemos inverter a fórmula. Se conseguirmos arranjar formas de nos tornarmos positivos no presente, então os nossos cérebros vão funcionar ainda melhor à medida que somos capazes de trabalhar mais rapidamente e de forma mais inteligente.”

No final da palestra, Shawn sugere um exercício que permite reorganizar o cérebro para que trabalhe de maneira mais optimista e com mais sucesso. O exercício consiste em 5 pequenas coisas que deverá fazer todos os dias durante 21 dias:

1. Todos os dias reserve dois minutos para  anotar 3 coisas pelas quais se sente grato nesse dia.

2. Escreva num diário acerca de uma experiência positiva que teve nesse dia.

3. Faça exercício físico.

4. Pratique meditação.

5. Pratique gestos de bondade aleatórios

Teste de sentar e levantar

Susana Vie

Está provado que conseguir sentar e levantar sem ajuda das mãos está relacionado com a nossa longevidade e qualidade de vida. É o chamado teste ‘sentar e levantar’ que mede a também a força e flexibilidade de cada um.

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No SwáSthya Yôga estão sistematizado os seguintes movimentos para se levantar com o mínimo de apoios, são (ver imagem supra):

– Sukha úrdwásana

– Jánuhasta úrdwásana

– Vajra úrdwásana

– Bhadra úrdwásana

Para experimentar o teste deve: sentar-se e levantar-se sem se apoiar e sem usar as suas mãos; se perder balaço recomece até conseguir um movimento fluido, sem impluso e sem perder o balanço.

Pronto. Vamos a isso!

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