Caminhadas que valem a Pena

É bom ter férias, mas é ainda melhor não temer o fim delas. Adoro o que faço e, por isso, estou desejosa de voltar ao convívio com os meus alunos, às aulas e às actividades que tanto prazer me dão. A todos os que se sentam na minha frente eu só posso agradecer por partilharem comigo esta fascinante caminhada de auto -descoberta e transformação pessoal que é o Yôga.

No dia 31 de Agosto, na Casa do Yôga, voltamos ao horário completo, que podem consultar aqui –> Horários 

Em quanto não nos encontramos na sala de práticas, deixo-vos um cheirinho das minhas férias!

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Palácio de Monserrate, em Sintra. Sem dúvida um dos lugares mais bonitos que visitei. Os jardins são deslumbrantes!

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O Castelo dos Mouros, o Palácio Nacional de Sintra, a famosa Piriquita, onde se podem degustar as queijadas e os travesseiros de Sintra. As ruas do centro histórico estão cheias de chalets lindíssimos, vale a pena passear de charret ou então no eléctrico que liga Sinta à Praia das Maçãs (sem dúvida um dos passeios mais lindos e românticos que já vi) . Outra coisa que é diga de nota, são as fontes de água, a mais conhecida e fotografada é a Fonte Mourisca, que fica na famosa Volta do Duche.

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O parque e o Palácio da Pena e a Quinta da Regaleira. Estes foram sem dúvida os passeios mais interessantes e mágicos!

O Parque da Pena é um imenso cenário construído, em que milhares de espécies vegetais são complementadas por construções singulares, compondo caminhos que levam a um Palácio sublime que inspirou as celebres palavras de Richard Strass:

“Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Conheço a Itália, a Sicília, a Grécia e o Egipto e nunca vi nada que valha a Pena. É a coisa mais bela que tenho visto. Este é o verdadeiro jardim de Klingsor. E, lá no alto, está o castelo do Santo Graal.”

O Palácio da Pena é lindo, sem dúvida. Mas o que me interessava mesmo era o parque. A verdadeira caminhada de descoberta!

Na Pena, aquele que a isso se dispuser pode aí iniciar uma travessia simbólica que propõe a aquisição do conhecimento do ser mais profundo, uma religação com os segredos da perfeição perdida, origem e destino da humanidade.

O passeio pelo parque da Pena é uma caminhada na senda dos símbolos secretos devidamente escondidos à vista de toda a gente!

Logo à entrada do parque, a imagem singular de uma árvore que se reflecte na superfície das águas, sugere o arquétipo da árvore do jardim do Éden, a árvore do conhecimento do bem e do mal em cujas raízes cresce em reflexo, a árvore da vida. É um eixo do mundo que liga a terra e o céu. Um símbolo dos fluxos eternos que unem o que está no alto com o que está em baixo. Por esse motivo diversas tradições esotéricas consideram a árvore como o modelo da criação, cujo conhecimento revela um mapa do cosmos.

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Na foto, a árvore da vida, que podem encontrar no livro Chakras e Kundaliní, do mestre DeRose.

Na Quinta da Regaleira, o palácio é rodeado por jardins, lagos, grutas e construções enigmáticas, lugares que ocultam significados alquímicos.

Um dos objectivos da Alquimia, seria a transformação de metais em ouro. Acredita-se que essa ideia esteja directamente ligada a uma metáfora  de mudança de consciência. A pedra representaria a mente “ignorante” que é transformada em “ouro”, ou seja, “sabedoria”.

Para quem tem interesse em desenvolvimento pessoal, auto-conhecimento, estas são sem dúvida caminhadas que valem a pena! (agora sem trocadilho 😉 )

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E depois muita praia, sol e banhos de mar.

Em Sintra, vale a pena conhecer Azenhas do Mar, um praia pequenina, mas muito charmosa que costuma aparecer no top das mais bonitas de Portugal. Depois há a praia da Adraga, outra pequena pérola e a praia da Ursa,que é mesmo o tipo de praia que eu gosto, com pouca ou nenhuma intervenção humana, quase selvagem e só para quem tem espírito de aventura. Ainda houve tempo para uns dias em Peniche, onde as praias são óptimas sempre cheias de surfistas, o cabo carvoeiro é o lugar perfeito para fugir do calor  e claro, as Berlengas.

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O Yôga e o sânscrito

Numa aula de Ballet é comum ouvir termos em francês: allongé, plié, pas…Já numa aula de Karaté vamos ouvir japonês: ippon kumite, kata, sensei.

E no Yôga? No Yôga usamos o sânscrito. O sânscrito é uma das línguas mais antigas do ramo indo-europeu, é comparável ao latim e ao grego clássico e influenciou diversas línguas.

Assim quando, numa aula de Yôga, ouvires as palavras mantra, ásana, japa, pránáyáma etc. , já sabes, é sânscrito!

IMG_20150814_174307_BURST001_COVERNa foto, um pedacinho do Léxico de Filosofía Hindú, de Francisco Kastberger, Editorial Kier.

 

As palavras sânscritas terminadas em a são geralmente masculinas. Por exemplo: Shiva, Brahma, Krishna (são nomes masculinos).

Yôga é um termo masculino, logo deve dizer-se “o Yôga” e jamais “a Yôga” como é comum ver por aí.

Já as palavras femininas, geralmente, terminam em í, com acento. Por exemplo: Kálí, Dêví, Shaktí, Lakshmí, etc

Quando se escreve o sânscrito em caracteres latinos, chama-se transliteração.

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Na foto, a palavra Yôga, antes da transliteração.

 

Quando começamos a praticar, as palavras soam estranhas, mas com o tempo conseguimos memorizar e pronunciar correctamente cada uma, bem com saber a que técnica correspondem.

Porque é que é importante memorizar estas palavras? Porque assim, tão logo o instrutor pronuncie a palavra na aula, já sabes o que significa e começas logo a fazer e a vivenciar a técnica que o instrutor indicou, caso contrário tens de ficar à espera de toda a explicação que vai ser dada.

Yôga, stress e energia

No meu dia-a-dia é frequente encontrar pessoas que nunca praticaram Yôga e não sabem bem o que é, e que me dizem:

– “ah…eu não quero praticar Yôga pois eu gosto do stress, da adrenalina do meu trabalho, não quer ficar calmo nem relaxado”.

Estas pessoas têm medo que o Yôga as deixe demasiado paradas, relaxadas, apáticas. Ora isso é mera desinformação. O Yôga é conhecido por ser um dos melhores recursos para gerir o stress, pois aumenta e muito a energia do indivíduo, tornando-o mais forte e jamais parado ou apático.

O stress surge na nossa vida quando o desafio que enfrentamos necessita de um esforço psicobiológico maior do que aquele que somos capazes de suportar. Pode ser um novo trabalho, uma promoção, um novo projecto ou até um evento emocional. O stress é o esforço do indivíduo para fazer frente ao desafio que está acima dele.

As técnicas do Yôga ajudam o praticante a aumentar a sua força (física, mental e emocional), a sua energia e o seu poder de concretização. Praticantes de Yôga são, por isso, pessoas enérgicas, dinâmicas e realizadoras. O Yôga é muito popular junto de músicos, desportistas, empresários e até estrelas de cinema, tudo profissionais habituados a enfrentar grandes desafios.

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Achar que o stress é uma coisa boa, pode ser um erro fatal. Viver em excessivo e prolongado stress pode gerar burnout,  síndrome da exaustão.

O burnout é caracterizado pela falta de energia ou de motivação para qualquer coisa, incluindo o trabalho, a família e a vida em geral. O burnout gera um estado onde o seu corpo já não tem os recursos para o ajudar a adaptar-se ao ambiente. Isso significa: falta de energia, um sistema imunitário deficiente, sistema hormonal disfuncional e uma série de outros problemas de saúde .

Antes de chegar a um estado de burnout, pense em si, cuide-se, pratique Yôga! Esqueça o velho e gasto preconceito de que o Yôga é uma coisa chata, parada e zen, porque não é!

O Yôga pode fazer de si uma pessoa mais feliz, dinâmica e realizada!

Foca no que faz bem

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De tempos a tempos lá aparece esta foto no facebook. É tudo uma questão de foco diz a foca…hehehe.

É preciso focar no que é importante e no que faz bem. Às vezes quando praticamos Yôga esquecemos que ele é uma filosofia de vida e pressupõe mudança, evolução, para que nos tornemos pessoas cada vez melhores. Muitas vezes prestamos tanta atenção à força, à flexibilidade, aos hábitos saudáveis, ou seja, ao lado mais físico, que esquecemos o interior. A pensar nisso resolvi escrever pequenos lembretes para me focar no que é realmente importante:

Foca-te na tua força, a dos músculos, mas principalmente a tua força interior!  

Foca-te  em ser saudável, não só com os alimentos que consomes, mas saudável dentro da tua mente e do teu coração!

Foca-te na tua flexibilidade, a dos músculos e articulações, mas a da tua mente também!

Foca-te mais no caminho à frente dos teus pés, do que na meta lá ao longe. Lembra-te que a felicidade está na viagem e não no destino!

Quando estiveres a praticar, Foca-te em ti e não fiques a olhar para os outros. Procura ser a melhor versão de ti mesmo!

Impossible is nothing

Impossible is noting é uma frase do Muhammad Ali que se tornou famosa como slogan de uma marca de artigos para desporto.

“Impossible is just a big word thrown around by small men who find it easier to live in the world they’ve been given than to explore the power they have to change it. Impossible is not a fact. It’s an opinion. Impossible is not a declaration. It’s a dare. Impossible is potential. Impossible is temporary. Impossible is nothing.”

O impossível é apenas uma grande palavra usada por gente fraca, que prefere viver no mundo como ele está, em vez de usar o poder que tem para mudá-lo, melhorá-lo. Impossível não é um fato. É uma opinião. Impossível não é uma declaração. É um desafio. Impossível é hipotético. Impossível é temporário. O impossível não existe.

Lembra-te disso quando numa aula de Yôga pronunciares frases do tipo: “isto é impossível”, “não consigo”, “eu não sou flexível”, “eu não tenho força”,…

Como diz Muhammad Ali, impossível é temporário, não é um facto. Nada que o tempo de prática e a consciência que colocamos nela não resolvam!

Dica: procura reeducar a tua mente para não usar frases tão definitivas, acrescenta o termo “ainda”, para mostrares a ti mesmo que cada uma destas situações é passageira e mutável.

“ainda não consigo…,ainda não sou flexível…, ainda não tenho força,…”

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Depois, procura observar a tua linguagem no dia-a-dia. Se calhar também tens o hábito de usar frases castradoras do tipo: “não posso…”, “não sei…”, “não sou capaz…”, “nunca vou fazer isto…”, “não tenho tempo…” etc.

O uso de uma linguagem negativa, contribui para que, de forma inconsciente a nossa mente se foque nos problemas ao invés de se focar nas soluções e que em vez de nos sentirmos motivados para a acção, nos sintamos inseguros, insatisfeitos, preocupados e vulneráveis aos obstáculos.

Muda o teu discurso, utiliza palavras que expressem o que pretendes alcançar, que despertem sentimentos positivos e te motivem para a acção.

Boys of Yoga

BOYS OF YOGA, the uncelebrated minority. Yoga isn’t just for your mom, your sister or your girlfriend anymore. It’s time to smash the stereotype.

Boys of Yoga /// The Truth from @michaeljameswong on Vimeo.

Boys of Yoga é um projecto criado em 2013 por Michael James Wong, praticante de Yôga, que deseja acabar com os estereótipos relativos à prática de Yôga por homens.

Sim, existe por aí o mito de que o Yôga é praticado apenas por mulheres e pessoas idosas. É apenas um mito, homens praticam Yôga! Nas minhas turmas cerca de metade dos alunos são homens.

Na minha opinião há duas coisas que ajudam a propagar estes mitos:

1. A indústria em torno do Yôga promove muitas mais imagens de mulheres do que de homens. Por exemplo, a industria têxtil divulga todos os anos catálogos de roupa de Yôga para mulheres e quase nunca para homens.

2. A flexibilidade. Muitos homens acham que uma prática de Yôga gira em torno de flexibilidade e alongamentos, o que não é verdade.

Se és homem e nunca experimentaste uma aula de Yôga por causa destes mitos atreve-te a marcar uma aula experimental:

Casa do Yôga
Rua Bernardo Sequeira, 157 4715-010 Braga
938 321 482 ou 962 779 039
escola@yogabraga.com

Yôga & Qualidade de Vida

O Yôga é um excelente recurso em prol da qualidade de vida.

Em jeito de resumo aqui ficam algumas técnicas/práticas/conceitos do Yôga que ajudam a melhorar a qualidade de vida.

Jala nêti

O jala nêti, também conhecido como irrigação nasal, é um kryiá do Yôga. Este kryiá permite eliminar o excesso de mucosidade dos seios nasais, estimula o ájña chakra e tem benefícios comprovados ao nível das alergias e sinusites.

Se quiseres saber como se faz, visita este link: Jala nêti

Respirar melhor

Aprender a respirar é o que fazemos logo nas primeiras aulas de Yôga.  É fundamental saber respirar correctamente para gerir melhor o stress, as emoções e principalmente para que a mente trabalhe com mais clareza, foco e energia. O Yôga antigo possui um acervo grande de técnicas respiratórias.

Para aprender alguns exercícios respiratórios básicos, visita o link: Respirar bem para viver melhor

Meditar

A meditação tem conquistado cada vez mais adeptos em todo o mundo. Muitos empresários afirmam que a prática da meditação os deixa mais focados e com menos stress. Desportistas praticam meditação como forma de  fortalecer a capacidade de concentração nas competições. Artistas buscam esta técnica milenar para desenvolver a criatividade e a intuição.

Para experimentar os benefícios da meditação é necessário a praticar regularmente. Apenas alguns minutos todos os dias são suficientes. Uma vez integrada na rotina diária, a meditação  torna-se a melhor parte do teu dia!

Alguns exemplos de exercícios de meditação:

Meditação na respiração
Meditação Ham Sa
Meditação no ashtánga yantra
Meditação na Lua cheia
Meditação So Ham
Meditação na chama de uma vela

 Alimentação Vegetariana

O Yôga está quase sempre associado a uma alimentação vegetariana. A alimentação vegetariana é hoje amplamente reconhecida pelos seus inúmeros benefícios. Uma alimentação centrada em frutas, legumes, cereais e seus derivados ajuda a prevenir doenças cardiovasculares, hipertensão, colesterol elevado, diabetes e muitos tipos de cancro.

Receitas vegetarianas aqui: Espaço Gourmet

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Se ainda não praticas Yôga e queres muito conhecer esta filosofia de vida vem visitar a Casa do Yôga ou marca uma aula experimental.