O caminho

O objectivo é importante. Mas é o caminho que nos transforma.

[Para mim o Yôga é um caminho, um processo de desenvolvimento pessoal e transformação a muitos níveis. Se levarmos isso para a prática de ásanas, significa que o importante não é chegar ao ásana perfeito e belo “para a fotografia”, mas a forma como nós “caminhamos” na nossa própria prática, como respiramos, como percebemos as sensações que produzimos a cada pequeno movimento, como ouvimos o nosso corpo…. Cada pessoa tem seu próprio processo! E partir disso construímos a nossa história, o nosso caminho. Não existe o caminho certo ou o caminho errado, existe o nosso caminho! E é esse caminho que temos que aprender a amar, a respeitar e a construir todos os dias.]

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Tempo e resultados

Uma pergunta que quase todo o aluno iniciante me faz é : quanto tempo vou demorar para conseguir  fazer a técnica x ou para conseguir o resultado y?

O tempo que se demora para dominar uma técnica seja ela um ásana, um pránáyáma ou um exercício de meditação, depende sempre de inúmeros factores. Desde a forma física, passando pela atitude emocional, e claro  a regularidade e a intensidade com que se pratica. Tudo isso faz com que seja difícil dar uma resposta.

Mas na verdade, o tempo e os resultados não são o mais importante. Como já alguém disse: “Yoga is not about touching your toes, it is what you learn on the way down”.

Para lidar melhor com a ansiedade que tempo/resultados possam gerar observe o seguinte quando estiver a praticar:

  • Mente focada no momento presente:  observe a acção, a execução, as sensações, percepções, sem deixar que  o fluxo de pensamentos e emoções leve a sua mente para outro lugar que não a sala de prática. Mantenha-se atento, sem julgar nem criticar. Atento para conhecer, ampliar a consciência de si mesmo. É nesse ampliar diário de consciência que se conquista o Yôga. Quando a mente estiver a vaguear pelas preocupações do dia-a-dia, diga-lhe delicadamente: “agora não, agora é tempo de estar aqui”.

 

  • Pratique sem expectativas. Se o foco estiver sempre nos resultados, a prática será frustrante, pois tudo o que conseguimos fazer “agora”  é distante do resultado almejado. Delicie-se com a experiência, aproveite o caminho. Tire prazer de cada prática que faz. Estabeleça objectivos sim, até porque ter objectivos nos deixa mais motivados, mas faça isso longe da sala de prática.  Escreva os seus objectivos num caderno, mas depois arrume o caderno e vá praticar apenas pelo prazer de praticar. Depois, de tempos a tempos, volte ao caderno para anotar tudo o que conquistou entretanto e celebre! É muito bom celebrar conquistas.

 

  • Persistência  e regularidade, são as únicas coisas que podem transformar um “não consigo” num “ah consegui”!  Não falhe práticas, não invente desculpas para não praticar!

 

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Diário de Prática – I

O Natal está aí, depois o Ano Novo, muitas festas, jantares, convívios, comida,…, enfim muita correria.

Neste altura é importante mantermos um tempo para nós, nem que seja apenas um minuto por dia!

Reserva uns minutos hoje para reflectir. Desliga tudo, o telefone, a TV,  o teu laptop – e observar-te – os teus desejos, os teus comportamentos, as tuas reacções. Pode ser em cima do teu tapete de Yôga, numa caminhada na natureza, ou a escrever no teu diário de prática. Este momento de auto-estudo é o que  tradicionalmente no Yôga  chamamos de swádhyáya. Embora possa parecer muito difícil ser um observador neutro e imparcial de si mesmo, também pode ser muito gratificante, pois pode levar a uma compreensão mais profunda de nossas motivações, insights para nosso dia-a-dia ou clareza para o nosso propósito.

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E claro, durante a tua prática de Yôga, o auto-estudo é fundamental.

Vive. Respira. Pratica Yôga!