Stay hungry, stay foolish

Steve Jobs, o lendário fundador da Apple, terminou  a sua famosa palestra para estudantes na universidade de Standford com a seguinte frase “Stay Hungry, Stay Foolish”.

O seu conselho final é tirado de um antigo almanaque que ele gostava de consultar quando era jovem. Na contra-capa estava a emblemática frase stay hungry, stay foolish.

Mantenha-se faminto por coisas novas, mantenha-se certo da sua ignorância. Continue ávido por aprender, continue ingénuo e humilde para procurar. Tenha fome de vida, sede de descobrir. Stay hungry, stay foolish.

images (4)

Supera os teus limites

Dica para os meus alunos: Não fiques só a olhar, tenta, tenta de novo, tenta até conseguires…  Sem acção nada na tua vida vai mudar!

A prática diligente faz-te adquirir não só força e flexibilidade, mas também a experiência necessária para venceres os teus próprios limites.

Lifestyle Casting © Lino Silva-0516

“Numa floresta longínqua existia um pardal que passava os seus dias sentado numa árvore a observar o voo de uma águia.

A águia era forte e esplendorosa e o seu voo era perfeito e muito elegante. O pardal sonhava um dia vir a ser como a águia, mas achava que nunca iria ser capaz. Então, passava os seus dias sentado numa árvore a observar a águia.

Um dia o pardal decidiu ver a águia de mais perto e seguiu-a durante o seu voou. O pardal esforçava-se para voar mais rápido, mas mesmo assim não conseguia acompanhar o voou da águia e rapidamente esta desaparecia do seu campo de visão. Após algumas horas de esforço e já muito cansado, o pardal estava prestes a desistir quando a águia aparece muito rapidamente à sua frente e foi inevitável o choque entre os dois.

O pardal caiu desnorteado no chão e quando voltou a si, a águia estava a observá-lo. O pardal ficou com muito medo, mas mesmo assim colocou-se em posição de combate.

– Porque é que me andas a vigiar? – perguntou a águia.

– Quero ser como tu, mas não consigo. O meu voo é baixo e pouco preciso, as minhas asas são pequenas e não consigo voar à tua velocidade. Não consigo vencer os meus próprios limites. – respondeu o pequeno pardal.

– E como te sentes por não conseguir superar os teus limites? – perguntou a águia.

– Sinto-me muito triste. Tenho uma grande vontade de realizar este sonho. Todos os dias te observo a voar, mas as minhas limitações são tantas que nunca conseguirei ser como tu. – suspirou o pardal a olhar para o chão.

– E não voas? Não treinas? Ficas o dia todo a observar-me? – perguntou a águia.

– Sim. Apenas te observo. Eu gostava de voar como tu, mas é um passo grande demais para um pequeno pardal como eu. Não conseguiria suportar a força do vento, nem tenho a mesma experiência do que tu. – respondeu o pequeno pardal.

– Tu sabes que a nossa natureza é diferente, mas isso não quer dizer que não consigas voar como eu. Se fores firme com os teus objectivos e deixares que o sonho e a coragem que vive dentro de ti dê forma aos teus instintos, abrirás o caminho para que a águia que vive dentro se possa tornar real. Só tens de acreditar em ti. – respondeu a águia.

– Mas como posso eu fazer isso? – perguntou o pardal.

– Terás de treinar todos os dias. O treino vai-te dar o conhecimento, a experiência, o fortalecimento do corpo e a compreensão da técnica para que possas realizar o teu sonho. Se não levas à acção a tua vontade, o teu sonho será apenas um sonho. – respondeu a águia.“

O Bambu

O bambu é flexível, talvez essa seja a sua característica mais conhecida. Os sábios orientais gostavam de observar esta planta para ver como se comportava no meio de um vendaval.
O bambu curva-se perante o vento, mas depois volta intacto à sua posição original. Já as árvores rígidas quebram com o vento muito forte.
bambu
O que é que podemos aprender com o bambu?
Para os orientais, a rigidez é sinal de morte. Uma pessoa rígida de mais, não vive está morta. Flexibilidade é sinal de vida, é sinónimo de ser capaz de se adaptar às circunstâncias, significa também não resistir às coisas que naturalmente acontecem na nossa vida. O bambu não resiste à força do vento, curva-se perante o vento e assim evita os danos que ele lhe poderia causar.
421676_323808907667937_1825578431_n

 

 

Além da flexibilidade, os taoístas descobriram uma outra qualidade interessante no bambu, o caule oco, vazio. Se não fosse assim, o bambu seria pesado, rígido e inflexível.

Para os orientais o vazio significa “o todo”, “o universo”.  Tudo nasce no vazio e tudo volta para o vazio.   O Tao Te Ching, diz: “O vaso é feito de argila, mas é o vazio que o torna útil. Abrem-se portas e janelas nas paredes de uma casa, mas é o vazio que a torna habitável”. O vazio é invisível. Apesar de óbvio, este pormenor é fundamental porque mostra que as coisas mais importantes são invisíveis. Os sábios sabem que existem coisas mais profundas do que as aparências.

O vazio é importante para a mente. Uma mente cheia de preocupações, não pode pensar direito, não pode tomar boas decisões. Quando esvaziamos a mente, ficamos abertos a novos pensamentos, ideias, soluções etc. Uma mente vazia é clara e iluminada, está em constante actividade e transformação.

 

 

Quando pensar em desistir…

…lembre-se desta história!

 

Esta é a história inspiradora de Arthur Boorman, um veterano da Guerra do Golfo a quem os médicos disseram que nunca mais voltaria a andar.

Arthur leu um artigo sobre Yôga e resolveu experimentar. Arthur investiu na sua prática, foi persistente, caiu muitas vezes, levantou-se outras tantas e começou a perder peso, a ganhar equilíbrio, força e flexibilidade. Ao fim de algum tempo começou a acreditar que talvez fosse capaz de voltar a andar!

Quando pensares que é difícil, quando pensares em desistir da prática, quando a preguiça aparecer, quando te sentires desmotivado, vê este vídeo! E lembra-te que o Yôga significa estabilidade, flexibilidade, equilíbrio, força, resistência e acima de tudo realização interna. Significa também que nunca devemos colocar limites a nós próprios, pois muitas vezes desconhecemos todo o nosso potencial!

Foco

Foco – O Motor Oculto da Excelência é o novo livro de Daniel Goleman, autor do best-seller Inteligência Emocional.

Vivemos na era das distracções, onde manter a atenção e desenvolver concentração é cada vez mais difícil. Mas para Daniel Goleman, a atenção é como um músculo que pode ser treinado, e quem  o faz consegue mais e melhores resultados. Por isso, torna-se essencial aprender a apurar o nosso foco se queremos ser bem sucedidos no mundo complexo e agitado dos dias de hoje.

Segundo o autor existem três tipos de foco: o interno, o externo e o empático.

Foco interno é quando estamos cientes dos nossos pensamentos, dos nossos sentimentos. É a habilidade de nos concentrarmos apesar do que há ao nosso redor. O foco interno é essencial para nos motivarmos, para termos metas, para tomarmos decisões.

Foco externo está relacionado com a capacidade de se perceber e compreender os sistemas maiores que têm  impacto as nossas vidas, seja a dinâmica de uma organização, de uma escola ou de um negócio.

Foco empático está relacionado com a forma como entendemos e nos relacionamos com as outras pessoas. É importante para quem quiser ser um bom líder.

Quando se fala de foco, atenção, concentração acaba sempre por surgir o tema meditação. Inúmeros estudos comprovam que a prática regular de meditação nos deixa mais focados, com mais atenção e mais criatividade. No livro, Goleman dá o exemplo de Steve Jobs, como alguém com alto poder de foco. Jobs praticava meditação!

Eu concordo com o Daniel Goleman, é preciso foco e atenção para alcançar sucesso nos dias de hoje. No entanto esta era da informação e das novas tecnologias está a levar-nos no sentido oposto. Por isso, faz cada vez mais sentido adoptar uma filosofia de vida como o Yôga, onde além da meditação aprendemos muitas outras técnicas que nos ajudam a direccionar o pensamento e ficar focados!

A técnica do pomodoro

…ou como um relógio de cozinha pode aumentar a sua produtividade na era do multitasking.

pomodoro-002

A Técnica do Pomodoro é um método de gestão de tempo criado pelo italiano Francesco Cirillo que durante a sua época de Faculdade tinha imensa dificuldade em ficar focado no estudo. Um dia, ao olhar para um relógio de cozinha com a forma de um tomate (pomodoro, em italiano) teve a ideia de começar a dividir o tempo em ciclos de trabalho e de descanso.

A técnica do podomoro consiste no seguinte:

1.Um pomodoro é um ciclo de trabalho que dura 25 minutos. Durante esse tempo não deve fazer mais nada além da tarefa que determinou (por exemplo, estudar o capítulo de um livro, escrever um relatório, actualizar o seu blog, preparar uma reunião etc.)

Coisas simples como abrir o email, ir ao facebook ou levantar-se para beber água, serão adiadas para o final do ciclo de 25 minutos.

Se entretanto se lembrar de algo urgente que tenha para fazer, anote na sua lista de tarefas urgentes. Se alguém o interromper,  tente educadamente fazer com que a pessoa volte mais tarde.

2. Terminado o ciclo de 25 minutos de trabalho, faça uma pausa de 5 minutos. E agora sim, pode ir ao facebook, ao email, pode descansar, espairecer ou até fazer alongamentos 🙂 .

3. A cada quatro pomodoros faça um descanso maior, de 15 minutos,  aproveite-o bem, relaxe e recarregue energias!

Para começar a usar a Técnica do Pomodoro, deve fazer uma lista de tarefas para o dia e determinar quanto tempo demorará a execução de cada uma, ou seja quantos pomodoros.

A Técnica do Pomodoro ensina a criar e a gerir listas de tarefas, mas na minha opinião não é muito eficiente nesse área. Para a criação e gestão de listas de tarefas prefiro usar o sistema ZTD (que é baseado no GTD no David Allen)  que abordarei num próximo post.

Para implementar a Técnica do Pomodoro pode recorrer ao  tradicional relógio de cozinha, ou poderá fazer download de uma das muitas aplicações disponíveis para pc ou smartphone. Pode ver algumas aqui e aqui.

O mais importante na Técnica do Pomodoro é aprender a lidar com as interrupções:

1. As nossas interrupções internas, aquela vozinha interior que fica o tempo todo a pedir para ir ao facebook, para espreitar o telemóvel, para comer um chocolate ou então resolve ter ideias fantásticas sobre outro assunto qualquer ou lembrar-se de uma tarefa importante que ficou esquecida. Diga à sua voz interior que tudo isso pode esperar uns minutos, até que o pomodoro que temos em mão esteja concluído.

2. As interrupções dos colegas de trabalho, do chef, da família…Estas são as mais difíceis de gerir, mas com tempo, paciência e muita delicadeza  podemos fazer com que o outro perceba que estamos num momento de single-tasking e que mais tarde lhe daremos toda a nossa atenção.

Resumidamente a Técnica do Pomodoro consiste em trabalhar numa tarefa de forma concentrada durante 25 minutos e, no final desse tempo somos recompensados com 5 minutos para fazermos o que quisermos (navegar na net, enviar sms etc.). Funciona muito bem para completar as tarefas, principalmente aquelas que temos tendência para procrastinar!

Eu estou adorar usar!