Foca no que faz bem

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De tempos a tempos lá aparece esta foto no facebook. É tudo uma questão de foco diz a foca…hehehe.

É preciso focar no que é importante e no que faz bem. Às vezes quando praticamos Yôga esquecemos que ele é uma filosofia de vida e pressupõe mudança, evolução, para que nos tornemos pessoas cada vez melhores. Muitas vezes prestamos tanta atenção à força, à flexibilidade, aos hábitos saudáveis, ou seja, ao lado mais físico, que esquecemos o interior. A pensar nisso resolvi escrever pequenos lembretes para me focar no que é realmente importante:

Foca-te na tua força, a dos músculos, mas principalmente a tua força interior!  

Foca-te  em ser saudável, não só com os alimentos que consomes, mas saudável dentro da tua mente e do teu coração!

Foca-te na tua flexibilidade, a dos músculos e articulações, mas a da tua mente também!

Foca-te mais no caminho à frente dos teus pés, do que na meta lá ao longe. Lembra-te que a felicidade está na viagem e não no destino!

Quando estiveres a praticar, Foca-te em ti e não fiques a olhar para os outros. Procura ser a melhor versão de ti mesmo!

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Impossible is nothing

Impossible is noting é uma frase do Muhammad Ali que se tornou famosa como slogan de uma marca de artigos para desporto.

“Impossible is just a big word thrown around by small men who find it easier to live in the world they’ve been given than to explore the power they have to change it. Impossible is not a fact. It’s an opinion. Impossible is not a declaration. It’s a dare. Impossible is potential. Impossible is temporary. Impossible is nothing.”

O impossível é apenas uma grande palavra usada por gente fraca, que prefere viver no mundo como ele está, em vez de usar o poder que tem para mudá-lo, melhorá-lo. Impossível não é um fato. É uma opinião. Impossível não é uma declaração. É um desafio. Impossível é hipotético. Impossível é temporário. O impossível não existe.

Lembra-te disso quando numa aula de Yôga pronunciares frases do tipo: “isto é impossível”, “não consigo”, “eu não sou flexível”, “eu não tenho força”,…

Como diz Muhammad Ali, impossível é temporário, não é um facto. Nada que o tempo de prática e a consciência que colocamos nela não resolvam!

Dica: procura reeducar a tua mente para não usar frases tão definitivas, acrescenta o termo “ainda”, para mostrares a ti mesmo que cada uma destas situações é passageira e mutável.

“ainda não consigo…,ainda não sou flexível…, ainda não tenho força,…”

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Depois, procura observar a tua linguagem no dia-a-dia. Se calhar também tens o hábito de usar frases castradoras do tipo: “não posso…”, “não sei…”, “não sou capaz…”, “nunca vou fazer isto…”, “não tenho tempo…” etc.

O uso de uma linguagem negativa, contribui para que, de forma inconsciente a nossa mente se foque nos problemas ao invés de se focar nas soluções e que em vez de nos sentirmos motivados para a acção, nos sintamos inseguros, insatisfeitos, preocupados e vulneráveis aos obstáculos.

Muda o teu discurso, utiliza palavras que expressem o que pretendes alcançar, que despertem sentimentos positivos e te motivem para a acção.

Boys of Yoga

BOYS OF YOGA, the uncelebrated minority. Yoga isn’t just for your mom, your sister or your girlfriend anymore. It’s time to smash the stereotype.

Boys of Yoga /// The Truth from @michaeljameswong on Vimeo.

Boys of Yoga é um projecto criado em 2013 por Michael James Wong, praticante de Yôga, que deseja acabar com os estereótipos relativos à prática de Yôga por homens.

Sim, existe por aí o mito de que o Yôga é praticado apenas por mulheres e pessoas idosas. É apenas um mito, homens praticam Yôga! Nas minhas turmas cerca de metade dos alunos são homens.

Na minha opinião há duas coisas que ajudam a propagar estes mitos:

1. A indústria em torno do Yôga promove muitas mais imagens de mulheres do que de homens. Por exemplo, a industria têxtil divulga todos os anos catálogos de roupa de Yôga para mulheres e quase nunca para homens.

2. A flexibilidade. Muitos homens acham que uma prática de Yôga gira em torno de flexibilidade e alongamentos, o que não é verdade.

Se és homem e nunca experimentaste uma aula de Yôga por causa destes mitos atreve-te a marcar uma aula experimental:

Casa do Yôga
Rua Bernardo Sequeira, 157 4715-010 Braga
938 321 482 ou 962 779 039
escola@yogabraga.com

Yôga & Qualidade de Vida

O Yôga é um excelente recurso em prol da qualidade de vida.

Em jeito de resumo aqui ficam algumas técnicas/práticas/conceitos do Yôga que ajudam a melhorar a qualidade de vida.

Jala nêti

O jala nêti, também conhecido como irrigação nasal, é um kryiá do Yôga. Este kryiá permite eliminar o excesso de mucosidade dos seios nasais, estimula o ájña chakra e tem benefícios comprovados ao nível das alergias e sinusites.

Se quiseres saber como se faz, visita este link: Jala nêti

Respirar melhor

Aprender a respirar é o que fazemos logo nas primeiras aulas de Yôga.  É fundamental saber respirar correctamente para gerir melhor o stress, as emoções e principalmente para que a mente trabalhe com mais clareza, foco e energia. O Yôga antigo possui um acervo grande de técnicas respiratórias.

Para aprender alguns exercícios respiratórios básicos, visita o link: Respirar bem para viver melhor

Meditar

A meditação tem conquistado cada vez mais adeptos em todo o mundo. Muitos empresários afirmam que a prática da meditação os deixa mais focados e com menos stress. Desportistas praticam meditação como forma de  fortalecer a capacidade de concentração nas competições. Artistas buscam esta técnica milenar para desenvolver a criatividade e a intuição.

Para experimentar os benefícios da meditação é necessário a praticar regularmente. Apenas alguns minutos todos os dias são suficientes. Uma vez integrada na rotina diária, a meditação  torna-se a melhor parte do teu dia!

Alguns exemplos de exercícios de meditação:

Meditação na respiração
Meditação Ham Sa
Meditação no ashtánga yantra
Meditação na Lua cheia
Meditação So Ham
Meditação na chama de uma vela

 Alimentação Vegetariana

O Yôga está quase sempre associado a uma alimentação vegetariana. A alimentação vegetariana é hoje amplamente reconhecida pelos seus inúmeros benefícios. Uma alimentação centrada em frutas, legumes, cereais e seus derivados ajuda a prevenir doenças cardiovasculares, hipertensão, colesterol elevado, diabetes e muitos tipos de cancro.

Receitas vegetarianas aqui: Espaço Gourmet

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Se ainda não praticas Yôga e queres muito conhecer esta filosofia de vida vem visitar a Casa do Yôga ou marca uma aula experimental.

O bolo todo ou só as migalhas?

O Yôga é classificado como filosofia. Filosofia de vida, ou filosofia prática. Surgiu há mais de 5.000 anos, na Índia. É um dos seis darshanas do hinduísmo.

O Yôga antigo possui inúmeras técnicas, entre elas estão os kriyás. Os kriyás são técnicas de limpeza das mucosas do organismo. Cada kriyá trabalha sobre uma área definida do corpo purificando-a. Esta limpeza é indispensável para a evolução no Yôga, pois permitirá que os fluxos pránicos circulem livremente.

O primeiro kriyá que eu aprendi quando comecei a praticar Yôga foi o uddiyana bandha.

Para executar o uddiyana bandha, coloca-te em pé, com as pernas ligeiramente afastadas e flexionadas, as mãos apoiadas na parte superior das coxas e o tronco ligeiramente arqueado.

Expira todo o ar que tiveres nos pulmões e puxa a barriga para dentro e para cima. Sente como se a musculatura abdominal tocasse nas costas. A contração acontece pelo vazio provocado pela expiração e pela elevação do diafragma. Mantem-te assim, enquanto puderes permanecer com os pulmões vazios, quando não puderes mais solta o abdómen. Depois inspira, para logo a seguir expirar novamente e voltar a contrair a região abdominal. Repete algumas vezes. Este é o tamas uddiyana bandha.

Quando tiveres dominado o tamas uddiyana bandha passa à variação rajas, isto é, com movimento. Procede da mesma forma, mas agora contrai e solta sucessivas vezes o abdómen, sempre com os pulmões vazios. Pára para inspirar, e ao expirar novamente repete as contrações.

Esta técnica possui inúmero efeitos: tonifica os orgãos abdominais, favorece o funcionamento do intestino, estimula as secreções gástricas e o bom funcionamento do fígado, ajuda a eliminar toxinas, etc.

Se não conheces  o uddiyana bandha procura um instrutor formado para te ensinar. Não tentes aprender por livro ou vídeo.

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Passados tantos anos da minha primeira aula de Yôga, comecei a ouvir falar de abdominais hipopressivos. O mundo do fitness está invadido por esta tremenda novidade! As revistas, os blogs, os programas de televisão não falam noutra coisa. Vendem os abdominais hipopressivos como se fossem a última grande descoberta e a quinta maravilha em termos de efeitos. E o que são os abdominais hipopressivos? Vê o vídeo abaixo e descobre.

Agora esquece o uddiyana bandha e os hipopressivos. Imagina que a tua avó faz um delicioso bolo de laranja. Cada familiar teu aproxima-se do bolo, corta uma fatia e delicia-se com a iguaria. Mas tu, sem coragem para tirares a tua própria fatia vais-te contentado com as migalhas que caem no prato.

É mais ou menos isso que acontece com o Yôga. O Yôga é o bolo, as técnicas são as migalhas. Tem gente por aí que ensina abdominais hipopressivos, outros ensinam  a respirar correctamente (ensinam apenas respiração abdominal, quando o Yôga possui mais de 50 exercícios respiratórios diferentes), outros ensinam meditação (fora do contexto e sem ajuda das outras técnicas, o que torna a meditação muito mais difícil). Nada contra, afinal as técnicas mesmo isoladamente, possuem os seus efeitos.

Agora imagina o poder de uma aula de Yôga antigo, com pránáyámas, kriyás, mantras, ásanas, meditação etc. Imagina todas estas técnicas fabulosas juntas numa só aula! Poderoso, não é?

A importância da prática regular

Imagina que te inscreves numa escola de música para aprender a tocar piano. Inscreveste-te hoje, estás super entusiasmado e fazes a primeira aula. Mas na próxima semana, tens a agenda cheia e convences-te de que nem tens tempo para aparecer nas aulas. Daqui a quinze dias regressas e fazes mais uma aula, a seguir tens novamente uma semana cheia e faltas. E assim vai passando o tempo… Daqui a seis meses, olhas à tua volta e percebes que os teus colegas, que até frequentaram as aulas umas duas vezes por semana,  já tocam pequenas músicas e tu continuas a treinar escalas…e o professor não te consegue levar mais longe que isso, mesmo que tenha muita  boa vontade.

Este é apenas um dos muitos exemplos que poderia dar sobre como não obter resultados. Se queremos aprender alguma coisa temos de nos dedicar a ela por tempo razoável e com regularidade. Duas vezes por semana, ou  três vezes por semana…o que for, desde que seja com constância e regularidade permite-nos conquistar resultados ao longo do tempo.

Com o Yôga também é assim. Dedica-te um pouco, todas as semanas e ao fim de algum tempo vais ver resultados e vais sentir que vale a pena o esforço.

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foto obtida no pinterest

 

Escrevo este texto a pensar nas pessoas que muitas vezes me procuram e dizem “ah…uma vez por semana, só posso praticar uma vez por semana”  e eu tento explicar que “…hum uma vez por semana é pouco, é quase nada e não permite obter resultados quase nenhuns”.  Outros dizem, ” aulas avulso pode ser?”….e eu tenho de respirar fundo e explicar que não, que não dá!

Mesmo em coisas comuns, como por exemplo, tentar emagrecer, ninguém vai ao ginásio pedir para fazer aulas avulso pois não? Seria quase como dizer que na verdade não quer emagrecer! Então por quê fazer isso com o Yôga?

O Yôga é conhecido por ter uma gama alargada de benefícios. Combate o stress, reduz a insónia, aumenta a concentração, fortalece a coluna, torna o corpo mais forte e flexível,  etc. .

É fácil perceber, que com uma aula de Yôga de vez em quando, não vai conseguir extrair nenhum benefício da prática. E muito menos atingir a meta do Yôga que é um estado de auto-conhecimento e necessita de anos de dedicação. Uma aula de vez em quando pode até eliminar o stress daquele dia, mas não te vai ajudar a gerir o stress de todos os dias. Uma aula de vez em quando pode até eliminar aquela dorzinha que trazias na coluna, mas não vai eliminar as tensões musculares, quer sejam elas provenientes de má postura, cansaço físico ou stress, e não vai tornar a coluna mais forte ou mais flexível.

A prática de Yôga tem um efeito cumulativo, uma vez que ao praticar algumas vezes por semana de forma consistente, o corpo acumula as alterações iniciadas com a primeira aula e cria uma base sólida a partir da qual surge um  progresso consistente.

Se já experimentou praticar algum tempo com regularidade e depois ficou algumas semanas sem  praticar, deve ter percebido que o seu corpo  voltou ao estado em que estava antes de iniciar a prática. Pratique com regularidade por longo tempo e vai sentir-se a  construir  um reservatório de energia, bem-estar e vitalidade que dificilmente se abala com os percalços da vida!

Diário de prática

Já alguma vez pensaste ter um diário da tua prática de Yôga?

Um diário de prática é um registo, um pequeno relato de considerações sobre a prática de Yôga a cada dia. É importante, pois ajuda-nos a focar nas metas a curto e a longo prazo. Além disso dá-nos um certo sentimento de realização pois permite-nos perceber o caminho que realizamos até ao momento

Devemos registar as técnicas que praticamos, mas sobretudo devemos anotar as vivências, as sensações  e as emoções de cada prática. Deve haver espaço para registar o que queremos melhorar ou aprofundar, as nossas dificuldades e as nossas vitórias.

Como o Yôga é uma filosofia de vida e queremos incorporá-lo a todos os aspectos do nosso dia-a-dia, faz sentido incluir no diário considerações sobre a nossa alimentação, a aplicação do código de ética, as leituras, etc..

Sivananda no seu livro Essence of Yôga fala na importância de manter um diário e sugere a observação de 27 questões.

Na foto abaixo, um pequeno excerto do livro.

diario de pratica

O diário de prática é uma excelente maneira de realizar swádhyáya, o auto-estudo, a descoberta de si mesmo.

Eu pessoalmente adoro manter um diário de prática, gosto da sensação de continuidade e de evolução que ele me proporciona. E agora espero ter-te entusiasmado a criares o teu. 🙂

diarioFoto de Startup Stock Photos