O Yôga e o sânscrito

Numa aula de Ballet é comum ouvir termos em francês: allongé, plié, pas…Já numa aula de Karaté vamos ouvir japonês: ippon kumite, kata, sensei.

E no Yôga? No Yôga usamos o sânscrito. O sânscrito é uma das línguas mais antigas do ramo indo-europeu, é comparável ao latim e ao grego clássico e influenciou diversas línguas.

Assim quando, numa aula de Yôga, ouvires as palavras mantra, ásana, japa, pránáyáma etc. , já sabes, é sânscrito!

IMG_20150814_174307_BURST001_COVERNa foto, um pedacinho do Léxico de Filosofía Hindú, de Francisco Kastberger, Editorial Kier.

 

As palavras sânscritas terminadas em a são geralmente masculinas. Por exemplo: Shiva, Brahma, Krishna (são nomes masculinos).

Yôga é um termo masculino, logo deve dizer-se “o Yôga” e jamais “a Yôga” como é comum ver por aí.

Já as palavras femininas, geralmente, terminam em í, com acento. Por exemplo: Kálí, Dêví, Shaktí, Lakshmí, etc

Quando se escreve o sânscrito em caracteres latinos, chama-se transliteração.

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Na foto, a palavra Yôga, antes da transliteração.

 

Quando começamos a praticar, as palavras soam estranhas, mas com o tempo conseguimos memorizar e pronunciar correctamente cada uma, bem com saber a que técnica correspondem.

Porque é que é importante memorizar estas palavras? Porque assim, tão logo o instrutor pronuncie a palavra na aula, já sabes o que significa e começas logo a fazer e a vivenciar a técnica que o instrutor indicou, caso contrário tens de ficar à espera de toda a explicação que vai ser dada.

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Robert Sturman – o fotógrafo do Yôga

Na Casa do Yôga, acabamos de lançar um concurso de fotografia (termina a 30 de Setembro).

Entretanto, sugiro-vos uma visita ao fantástico site do fotógrafo Robert Sturman.

Robert Sturman, é ele próprio um praticante de Yôga dedicado. No seu reportório podem encontrar fotos de yôgins na praia, ou orfãos africanos que praticam Yôga no Quénia, e até sobreviventes do cancro da mama, de peito nu e cheio de cicatrizes.

As fotos de Sturman, seja elas nas ruas de Manhattan, nas praias de Malibu, na beleza intemporal de Nova Inglaterra, ou na desolação na prisão de San Quentin, lembram-mos que há beleza em toda a parte.

Apreciem!

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Quanto mais praticamos mais fortes ficamos, mais flexíveis, quer de corpo como de mente.

Não pense que quem pratica tem a solução para tudo e que nada de mau lhe acontece. Não é disso que se trata. É aprender a agir em vez de reagir quando as circunstâncias são menos favoráveis ou a adversidade acontece. É aprender a ter o espaço físico e mental para isso. É conhecermo-nos e percebermos os nossos padrões. E mudar o que está a mais, e fazer sobressair o que é verdadeiramente importante para nós.

 

Leva a tua prática de Yôga mais além

É fácil encontrar por aí livros, sites e blogs que descrevem os inúmeros benefícios do Yôga. No entanto, para haver benefícios é preciso praticar com regularidade. Pela persistência e dedicação, a prática começa a dar frutos.

Os ásanas tornam o corpo flexível, tonificado, ágil e resistente. Aos poucos sente-se um aumento da capacidade respiratória, melhorias no sistema digestivo, imunitário e esquelético. A mente fica mais calma, mais atenta e a concentração aumenta.

Os benefícios da prática de Yôga são intensificados se:

Cuidar da alimentação

  • Independentemente de se tornar vegetariano ou não, procure ter uma alimentação saudável.
  • Consuma diariamente, frutas, legumes, leguminosas e cereais integrais.
  • Reduza o sal e o açúcar.
  • Nunca saia de casa sem tomar o pequeno-almoço.
  • Como sopa todos os dias.
  • Dentro do possível, elimine os alimentos processados da sua despensa. Coisas como bolachas, biscoitos, bolos, batatas fritas e outros snacks salgados, refrigerantes, refeições pré-cozinhadas, devem ser consumidos muito raramente.
  • Consuma legumes e vegetais crus/cozidos em todas as refeições.
  • No prato coloque mais legumes e menos massa, arroz ou batata. A proporção correta deverá ser metade do prato em legumes e apenas um quarto em massa, arroz ou batata.
  • Opte por leite simples, iogurtes naturais ou de aromas. Evite os cremosos açucarados e os gregos, pois têm dose elevadas de açúcar.
  • Use ervas aromáticas e especiarias para criar refeições cheias de sabor. Reduza a maionese, as natas, o ketchup, e os pratos carregados de queijo.
  • Elimine a cafeína (café, chá preto, chá verde, guaraná, bebidas energéticas, refrigerantes à base de cola, mate etc.)
  • E claro, álcool, tabaco e outras drogas são completamente incompatíveis com o Yôga.

Beber água

  • Beba o suficiente para manter a sua urina clara e sem odor forte.
  • Uma maneira de se certificar que bebe a quantidade diária necessária é bebendo 2 copos ao acordar. Faça-o antes de ser apanhado pela correria do dia-a-dia. A meio da manhã beba mais 2, depois mais 2 durante a tarde e antes do jantar mais 2 copos. Um total de 8 copos de água por dia, perfaz cerca de 2 litros de água.

Dormir bem

  • Tente deitar e levantar sempre à mesma hora. Todos requeremos um número de horas de sono diferente para nos sentirmos bem, procure descobrir qual é o seu.

 

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Yôga, stress e energia

No meu dia-a-dia é frequente encontrar pessoas que nunca praticaram Yôga e não sabem bem o que é, e que me dizem:

– “ah…eu não quero praticar Yôga pois eu gosto do stress, da adrenalina do meu trabalho, não quer ficar calmo nem relaxado”.

Estas pessoas têm medo que o Yôga as deixe demasiado paradas, relaxadas, apáticas. Ora isso é mera desinformação. O Yôga é conhecido por ser um dos melhores recursos para gerir o stress, pois aumenta e muito a energia do indivíduo, tornando-o mais forte e jamais parado ou apático.

O stress surge na nossa vida quando o desafio que enfrentamos necessita de um esforço psicobiológico maior do que aquele que somos capazes de suportar. Pode ser um novo trabalho, uma promoção, um novo projecto ou até um evento emocional. O stress é o esforço do indivíduo para fazer frente ao desafio que está acima dele.

As técnicas do Yôga ajudam o praticante a aumentar a sua força (física, mental e emocional), a sua energia e o seu poder de concretização. Praticantes de Yôga são, por isso, pessoas enérgicas, dinâmicas e realizadoras. O Yôga é muito popular junto de músicos, desportistas, empresários e até estrelas de cinema, tudo profissionais habituados a enfrentar grandes desafios.

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Achar que o stress é uma coisa boa, pode ser um erro fatal. Viver em excessivo e prolongado stress pode gerar burnout,  síndrome da exaustão.

O burnout é caracterizado pela falta de energia ou de motivação para qualquer coisa, incluindo o trabalho, a família e a vida em geral. O burnout gera um estado onde o seu corpo já não tem os recursos para o ajudar a adaptar-se ao ambiente. Isso significa: falta de energia, um sistema imunitário deficiente, sistema hormonal disfuncional e uma série de outros problemas de saúde .

Antes de chegar a um estado de burnout, pense em si, cuide-se, pratique Yôga! Esqueça o velho e gasto preconceito de que o Yôga é uma coisa chata, parada e zen, porque não é!

O Yôga pode fazer de si uma pessoa mais feliz, dinâmica e realizada!

O Yôga na Índia

Pequena reportagem da CBS que mostra as diferenças entre o Yôga praticado nos Estados Unidos da América e o Yôga praticado na Índia.

Coisas que podem observar:

– Na Índia uma aula com muitos homens e algumas mulheres. Na América a aula praticamente só tem mulheres.

– Os indianos praticam com uma roupa normal. A Instrutora americana sente falta da “yoga fashion” como ela própria diz na entrevista.

– Na Índia a prática exige disciplina e dedicação.

– Nos Estados Unidos o Yôga é tratado como mero exercício físico. Na Índia o Yôga é muito mais que isso.

– No minuto 2:11 o ministro indiano pronuncia a palavra Yôga, com o ô fechado. Aliás os norte americanos também. Se pesquisarem, vão descobrir que os espanhoís também dizem Yôga, assim como os franceses, os ingleses, entre outros. Jamais se pronuncia ióga!

Amar as segundas-feiras!

Segunda-feira pode ser um dia maravilhoso! No entanto, é odiado por grande parte da população.

Muitos chegam ao domingo à noite com a sensação desagradável de que o que era bom está a acabar e a tortura vai começar no dia seguinte. Esta forma de ver e sentir o dia-a-dia retira-nos muita energia e qualidade de vida.

E que tal começar a ver a segunda-feira como uma maravilhosa oportunidade de começar algo novo?

A pensar nisso escrevi este pequeno mantra:

E se eu mudar a minha vida esta semana? E se eu trabalhar em algo que gosto? E se eu experimentar algo novo? E se eu aprender algo novo?

É hora de fazer esta semana e cada semana depois dela, melhores do que todas as anteriores. E eu realmente acredito que é possível tornar-se gradualmente a melhor versão de si mesmo a cada dia que passa. É como aquele ditado:

“Não te compare com outras pessoas. Compara-te contigo, ontem. “

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Quem gosta de sistemas de organização e gestão do tempo sabe que muitos deles recomendam fazer um planeamento da semana ao domingo à noite. Eu adoro fazer isso, acho que faz toda a diferença, a semana corre sempre melhor e a segunda-feira parece mais leve.

Nos últimos 2 anos tenho  usado  o ZTD (Zen to Do) – The Simple productivity System do Leo Babauta para gerir o meus dia-a-dia. É um sistema simples bastante focado no fazer e não tanto no planeamento. São dez hábitos que devem ser adquiridos gradualmente. Há dois conceitos importantes no ZTD: as Big Rocks (grandes rochas) e as MITs (most importante taks, tarefas importantes).

As Big Rocks são os objectivos que queremos alcançar durante a semana. Devem, portanto, ser planeadas, semanalmente, não mais de 2-3 Big Rocks.

Para cada dia, devemos definir as MITs, as tarefas mais importantes que nos vão ajudar a alcançar as Big Rocks que definimos para a semana.

Com isto em mente é mais fácil fazer pequenas mudanças, concretizar objectivos, concluir projectos.

Se quiseres saber mais sobre o ZTD,  visita o site ZenHabits.

Para terminar sugiro que umas das tuas Big Rocks para esta semana seja: “Iniciar a prática de Yôga”, ou no caso de já praticares, “Não falhar uma aula de Yôga esta semana”. Planeamento é tudo!

Boa Semana!