Inspiração

Inspiração
1.Movimento pelo qual se leva o ar aos pulmões.
2.Ideia ou pensamento que surge de repente; estro.
3.Insinuação, conselho.
4.Coisa inspirada.
in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

Para perceberes como a respiração te pode ajudar em momentos decisivos:“Como ser brilhante todos os dias”

Para conheceres a relação entre o stress e a tua respiração:“A respiração e o stress”

Para saberes mais sobre a respiração no Yôga: “Aprenda a respirar”

Para descontraires um bocadinho:“Porque às vezes na vida é preciso parar para respirar”

Expiração
1.Parte da respiração em que se expele o ar dos pulmões.
2.Expulsão natural dos gases absorvidos e não assimilados.
3.Exalação.
4.Vencimento de um prazo marcado.

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Como ser brilhante todos os dias

Como ser brilhante todos os dias?
Segundo Alan Watkins a resposta pode estar na nossa respiração.

Aprender a respirar de forma ritmada pode colocar-nos no caminho da alta performance em todas as áreas da nossa vida

Partilho abaixo o link para uma palestra de Alan Watkins, médico e especialista em liderança e desempenho humano.

No inicio da palestra somos levados a compreender como funcionamos. Tudo começa no corpo, na nossa fisiologia, até chegar à mente e ao comportamento. Na segunda parte da palestra, podemos ver como a respiração tem impacto nos nossos resultados.

A respiração é uma ferramenta muito importante para alterar a nossa fisiologia. Mas na verdade todas as técnicas do Yôga trabalham nesse sentido.

Para saber mais sobre respiração  sugiro os seguintes artigos:

Os ritmos respiratórios e os estados emocionais

As técnicas respiratórias e a transformação do indivíduo

Respirar bem para viver melhor

A respiração alternada e as suas propriedades

A respiração e o stress

Respirar é algo que nos acompanha desde o nascimento até à morte. É umas das nossas funções vitais, e sem dúvida a mais importante: conseguimos estar sem comer várias semanas, sem água alguns dias, mas sem ar morremos em poucos minutos!
É certo que todos respiramos, no entanto muitos de nós não respiram tão bem quanto deveriam.

Respirar melhor é forma ideal de aprender a lidar com o stress e com estados de ansiedade.

Quando enfrentamos situações que nos causam muito stress respiramos de uma maneira designada por respiração torácica. Esta forma de respirar, como o nome indica, fica concentrada no tórax e é uma respiração superficial, irregular e rápida. A quantidade de ar que chega aos nossos pulmões é reduzida, o que conduz a um aumento do batimento cardíaco e a uma maior tensão muscular.

A respiração torácica também é comum quando estamos inactivos. Por norma, quem trabalha sentado o dia todo também tem tendência a respirar dessa forma.

A forma alternativa de respirar é conhecida como respiração abdominal ou diafragmática. Aqui, em vez de respirarmos com a parte alta dos pulmões damos mais ênfase ao diafragma – a membrana que separa os pulmões dos órgãos abdominais. Ao executar a respiração diafragmática vai conseguir respirar de forma mais profunda, lenta e regular, o que vai provocar uma diminuição da tensão muscular e do batimento cardíaco.

Para perceber como está a respirar faça o seguinte:

– sente-se numa cadeira e permaneça descontraído mas com as costas erectas
– coloque a mão direita no abdómen e esquerda no peito
– feche os olhos e observe-se durante alguns minutos

Qual é a mão que está a subir e a descer à medida que inspira e expira?

Se respondeu a esquerda então está a respirar com o tóráx.

Para aprender a respiração abdominal ou diafragmática siga este link: Respirar bem para viver melhor

Durante os próximos dias, observe a sua respiração em alturas diferentes. Está a respirar a partir do tórax ou com o diafragma? Assim que perceber como está a respirar pode trabalhar para melhorar a sua respiração.

Pode deixar um post-it no seu computador para se lembrar da respiração diafragmática. Lembre-se que se conseguir melhorar a sua respiração estará infinitamente mais bem preparado para lidar com o stress!

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Aprenda a respirar

A vida começa com a primeira inspiração e se prolonga até a última exalação.

O alento é a vida, que flui com tal naturalidade que são poucos os momentos em que percebemos o seu valor. No entanto, se compararmos os elementos vitais para a existência, este vai ocupar o primeiro lugar: sem alimento consegue-se subsistir durante várias semanas, sem água alguns dias, mas, sem ar, morremos em poucos minutos.

Respirar é viver, respirar bem implica viver melhor, respirar com plenitude significa existir plenamente. Acontece que a maioria das pessoas respira de forma superficial e insuficiente, utilizando apenas uma ínfima parte da capacidade pulmonar.

É uma forma bastante precária de respirar e viver, se considerarmos o potencial que temos para desenvolver.

A cada estado emocional corresponde um ritmo respiratório. Uma cadência ritmada demonstra satisfação, segurança, serenidade. A respiração curta e rápida denota ansiedade, insegurança ou medo. Aprendendo a manipular o ritmo respiratório, conseguiremos sutilizar as emoções, o que irá interferir positivamente nas relações afetivas, no desempenho profissional e na qualidade de vida. Porém, os respiratórios do Yôga vão muito além, pois através deles tomamos consciência de que a energia vital que compõe nosso corpo é a mesma que configura e movimenta o universo, mostrando-nos outra dimensão de nós mesmos.

O pránáyáma é um excelente aliado para os esportes, especialmente mergulho, surf, natação, alpinismo, artes marciais, atletismo e outros, por ampliar incrivelmente a capacidade pulmonar e outorgar maior resistência, mais consciência corporal e respostas rápidas a todas as exigências físicas. Também para o canto, teatro ou qualquer outra atividade na qual seja imprescindível uma voz clara, limpa e melodiosa, predicados que dependem de uma respiração bem aplicada; e ainda para melhorar a qualidade de vida, amenizando o stress advindo do ritmo alucinante dos grandes centros urbanos.

A meu ver, o Yôga que surgiu há alguns milênios, está vários passos à frente da humanidade, no que se refere à evolução do indivíduo. O conhecimento tecnológico avança por um lado, mas continuamos ignorantes por outro. Ignorantes de nós mesmos. Os sábios da antiguidade, os rishis, nos deixaram uma herança muito valiosa, fruto da auto-observação e do autoconhecimento. A riqueza do Yôga impressiona. São milhares de técnicas orgânicas para aprimorar o corpo e a saúde, dezenas de exercícios respiratórios, técnicas de descontração, desintoxicação e fortalecimento dos órgãos internos, centenas de mantras, inúmeros exercícios de meditação.

A RESPIRAÇÃO DO SWÁSTHYA

O nome técnico da respiração do Yôga é pránáyáma. A palavra pránáyáma deriva de dois termos sânscritos: prána, que significa alento, força vital, respiração, energia, vitalidade; e áyáma, expressão que significa extensão, intensidade, propagação, dimensão. Pránáyáma, então, é o processo através do qual expande-se e intensifica-se o fluxo da energia no interior do corpo.

Em outra acepção, esta palavra estaria formada pelos vocábulos prána, designando a energia vital e yáma, que significa controle, domínio, retenção, pausa. Pode traduzir-se também como domínio não se faz no sentido de limiar a respiração, mas expandi-la, a fim de lograr juntamente com isto a elevação da consciência.

Pránáyáma é a expansão da bioenergia através de respiratório. Uma vez que a respiração esteja perfeitamente regulada, poderemos facilmente controlar os processos conscientes, já que respiração, mente e emoções interagem mutuamente. A respiração é o único ato vital inconsciente que podemos ter acesso e controle de imediato. Através dela temos condições de mergulhar nas profundezas do nosso inconsciente e torná-lo consciente. Dessa forma abrimos o livro interno e ganhamos condições de ler os registros mais íntimos. Através deste autoconhecimento seguramos as rédeas da transformação e conduzimos nossa evolução.

Em todos os textos de Yôga que chegaram até nós, o prána aparece sempre associado à força vital, energia e poder, porém, é preciso destacar que este tempo possui dois aspectos: cósmico e o individual.

Todo o universo é composto em sua essência de prána. O átomo é a menor partícula da matéria e este é formado por energia. Então tudo o que existe é energia. Tudo o que existe é prána.
O prána cósmico abrange todas as formas de energia existentes: a contida nas partículas atômicas e as forças elementais da Natureza (luz, calor, magnetismo, eletricidade, gravidade).

No plano humano, prána é o substrato energético que forma o nosso corpo tangível, regulador de todas as funções orgânicas e físicas. O volume de prána que circula dentro do corpo determina o grau de vitalidade de cada indivíduo. Os órgãos de absorção do prána são: pele, língua, nariz e alvéolos. Extraímos essa bioenergia do sol, dos alimentos que ingerimos, da água que bebemos e do ar que respiramos. Ele circula no corpo pelas nádis, canais da fisiologia sutil.

Pode-se ver o prána facilmente em dias de sol e céu limpo. Deitado ou sentado ao ar livre, fixe o olhar no infinito, respire tranquilamente e mantenha a mente alerta. Poucos minutos depois você começará a ver minúsculos pontos de luz brilhantes e transparentes, que refletem o azul do céu. Utilize sempre esta imagem ao visualizar a absorção do prána. O ar que respiramos é ar material. Através do domínio desse ar material conseguimos controlar o prána ou ar sutil. É sobre essa relação entre o ar denso e o ar sutil que versa o pránáyáma.

O prána como energia manifestada biologicamente é um conceito essencial dentro do Yôga. Através do desenvolvimento e controle dessa força atingimos os estados de consciência relativos à unificação do ser, indispensáveis para alcançarmos o samyama, as etapas finais de meditação do Yôga.

O domínio e a expansão do prána no corpo do praticante começam pela execução de determinados exercícios que consistem em dar à respiração um ritmo diferente daquele que caracteriza o estado de vigília, visando a fazer com que ela flua ora de forma lenta e profunda, ora acelerada e vigorosa, de acordo com o efeito desejado.

A razão disto é que existe uma relação muito estreita entre ritmos respiratórios e estados de consciência. Esta afirmação vai muito além da simples comprovação de que, por exemplo, a respiração de uma pessoa que está fazendo um esforço para concentrar-se diminui o seu ritmo naturalmente, enquanto que alguém submetido a uma situação limite respira de forma superficial e agitada.

Através do pránáyáma, prolongando cada vez mais a inspiração, a expiração e as retenções, o yôgin pode penetrar em todas as modalidades de consciência. O praticante (sádhaka), mantendo a continuidade da sua atenção, vivencia os estados próprios do sono e do sonho sem renunciar à sua lucidez e logra a concentração e a unificação dos seus pensamentos no quarto estado, o que lhe dará acesso à meditação contemplativa (dhyána) e, posteriormente, ao estado de hiperlucidez (samádhi). Porém, como veremos, o objetivo imediato do pránáyáma é bem mais despretensioso.

Resumindo, podemos afirmar que o pránáyáma é a disciplina através da qual o praticante procura plasmar o próprio organismo com a totalidade das forças e poderes do universo.

Texto extraído da Revista Yôga Review

A importância da respiração

1 – Qual é a importância do processo de entrada e saída de ar do nosso corpo?

Nós podemos permanecer algumas semanas sem comida, alguns dias sem água, mas só alguns segundos sem ar. Alguns resistem 120 segundos (dois minutos) outros um pouco mais, mas esse pequeno lapso sem bombear oxigénio para dentro do nosso corpo nos mostra o quanto o ar é vital para o nosso organismo. Engana-se quem pensa que o processo respiratório ocorre apenas pelas chamadas “vias respiratórias “. A respiração se processa em grande parte pela pele, motivo pelo qual se cobrirmos toda a pele com uma tintura impermeável, o indivíduo pode morrer. Também precisamos levar em consideração a necessidade de eliminação do gás carbônico e resíduos que são eliminados na expiração.

2 – É verdade que quando somos bebês respiramos perfeitamente e, com o passar do tempo e os problemas do dia-a-dia, passamos a respirar errado?

Quando nascemos, respiramos por instinto como os outros animais, uma respiração plena, utilizando a capacidade total dos pulmões. Com o passar do tempo nossa respiração passa a ser comprometida pela educação, os cintos, soutiens, roupas apertadas, má postura bípede e – acima de tudo – uma cultura equivocada de que, para efetuar uma boa inspiração, é preciso pôr a barriga para dentro (“Barriga para dentro, peito para fora”). Ora, ao retrair e comprimir o abdómen impedimos que o diafragma baixe, liberando mais espaço na base dos pulmões, justamente onde esses órgãos têm a maior capacidade. Mais tarde, as pessoas acabam contratando um instrutor que as ensine a respirar corretamente, outra vez.

3 – Quais os problemas que isso pode provocar?

Uma boa respiração contribui para a perfeita oxigenação do sangue e consequentemente das células de todo o corpo, inclusive do próprio cérebro, o órgão que mais consome oxigénio em todo o organismo. Os problemas decorrentes da má respiração, sem dúvida, são o agravamento de enfermidades respiratórias ou seu surgimento naqueles que ainda não apresentavam um histórico dessas enfermidades. Até a pele e o cabelo sofrem alterações para melhor ou para pior, dependendo da qualidade da respiração do indivíduo. No caso dos desportistas, uma respiração errada pode ser a diferença entre o podium e o anonimato. No caso dos estudantes, pode ser a diferença entre ser aprovado ou reprovado. No caso dos profissionais, pode ser a diferença entre a criatividade e agilidade mental que conduzem ao sucesso ou, na falta dessas faculdades, o fracasso. Respirar bem pode ser a diferença entre uma boa e uma má qualidade de vida.

4 – Para quais finalidades podemos usar as técnicas de respiração?

As técnicas de respiração podem ser aplicadas para uma infinidade de resultados. A hiperventilação, através de uma insuflação de mais oxigênio no cérebro produz um estado de euforia, sempre bem-vinda no ambiente familiar, afetivo ou de trabalho, principalmente nos momentos em que precisamos de um “gás” e não sabemos de onde tirá-lo. Ele está aí mesmo à nossa disposição, mediante uma respiração mais eficiente.

Outra ocorrência no aprendizado das técnicas de respiração é a administração do stress. Aquele recurso que a sabedoria popular recomenda: respire dez vezes antes de tomar uma decisão importante ou antes de perder as estribeiras.

Mas o mais interessante é que por meio das técnicas de respiração nós conseguimos romper a barreira do inconsciente. Os animais em geral só respiram pelo neurovegetativo, ou seja, só dispõem da respiração automática. O ser humano tem a capacidade de controlar essa função e passá-la ao domínio do consciente, parando de respirar, voltando a fazê-lo, inspirando mais profundamente ou menos, alterando seu ritmo e os músculos nele envolvidos. Assim sendo, as técnicas respiratórias são o mais rápido e eficiente recurso para romper a fronteira entre consciente e inconsciente, o que permite um fácil acesso ao autoconhecimento.

5 – O senhor poderia me dar exemplos de algumas técnicas de respiração?

Uma técnica muito fácil é descontrair o abdómen e inspirar de forma plena e gostosa. Retenha a respiração por alguns instante, enquanto isso for agradável. Depois expire retraindo o abdómen para expelir o máximo possível do ar. Uma única vez que você o faça já produz resultados que qualquer um pode sentir. Contudo, o ideal é repetir algumas vezes.

Outra técnica excelente é respirar aceleradamente pelas narinas até sentir uma leve tonteira. É claro que não deve praticar esta técnica enquanto está dirigindo qualquer tipo de veículo ou operando máquinas, mas ela é tremendamente eficiente para captar aquele “gás” a que nos referimos antes.

 (Entrevista extraída do Blog do DeRose)