O arqueiro e as emoções

O texto é tão bom, que que tinha mesmo que partilhar aqui. 🙂

Conta a lenda que um velho Mestre na arte do tiro com arco pediu a um discípulo para mostrar o seu progresso lançando uma flecha num alvo. O discípulo disparou com grande pontaria a flecha, que atingiu o centro do alvo. E rapidamente lançou outra flecha, que dividiu a anterior ao meio.

Com um sorriso de troça e superioridade, dirigiu-se ao Mestre, perguntou o que pensava e desafiou-o a fazer melhor.

O Mestre não hesitou; Pediu-lhe para acompanhá-lo. Escalaram uma colina e chegaram ao topo de uma montanha na qual um tronco estreito e frágil atravessava um precipício sem fim. Uma espécie de ponte precária que ligava à montanha seguinte.

O professor pediu ao aluno que repetisse o teste sobre aquela ponte. O discípulo hesitou, mas com a insistência do Mestre avançou para a ponte que oscilava ao vento. E aí lançou várias flechas, nenhum das quais atingiu o alvo.

O Mestre pediu ao discípulo – que transpirava e tremia como resultado do medo – para regressar. Uma vez que o jovem estava sobre a montanha, o Mestre subiu à precária ponte, esticou o arco e lançou uma flecha segura que atingiu exactamente o centro do alvo. E imediatamente, mais duas setas também atingiram o alvo com total precisão.

Sorrindo, ele aproximou-se do discípulo, que o olhava com constrangimento, e disse com firmeza: “O domínio da técnica de lançar a flecha e alvejar em condições ideais não revela que você está se superando como um ser humano. É apenas uma pequena parte de suas habilidades.”

Superar a dispersão causada pelas emoções é o que é realmente importante, a fim de aumentar nossa capacidade de foco e atingir nossos objectivos.

Tradução livre daqui: Blog Edgardo Caramella

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Comunicação não violenta

A comunicação não violenta é uma das minhas últimas descobertas. Confesso que fiquei fascinada com esta metodologia e, por isso, decidi partilha-la aqui.

A comunicação não violenta (CNV) é um modelo dinâmico de comunicação desenvolvido por Marshall Rosenberg. A CNV ensina-nos a compreender o que se passa connosco para que sejamos capazes de nos exprimir de forma clara e eficaz. É uma maneira de comunicar que é assertiva e empática ao mesmo tempo.

Marshall Rosenberg começou por pesquisar os factores que afectam a capacidade humana de nos mantermos compassivos. Descobriu que a linguagem tem um papel crucial. E assim surgiu a CNV, na qual a forma como ouvimos e falamos (comunicação) pode permitir uma conexão maior entre as pessoas para que a compaixão possa emergir, mesmo em situações muito críticas.

O trabalho de Rosenberg foi influenciado pelas ideias de Gandhi e Luther King.  A CNV foi aplicada por Rosenberg em programas de paz no Médio Oriente, Sérvia, Croácia, Ruanda, etc..

 

Vulnerabilidade

Viver é experimentar incertezas, riscos e é expor-se emocionalmente. Mas isso não precisa ser necessariamente mau. Brené Brown, que durante 12 anos desenvolveu uma pesquisa pioneira sobre vulnerabilidade, mostra-nos que essa condição não é uma medida de fraqueza, mas a melhor definição de coragem.

Quando fugimos de emoções como medo, mágoa e decepção, também nos fechamos para o amor, a aceitação, a empatia e a criatividade. Por isso, as pessoas que se defendem a todo custo do erro e do fracasso distanciam-se das experiências marcantes que dão significado à vida e acabam por sentir frustração.
O factor vulnerabilidade revela-se decisivo para as interacções humanas, o senso de comunidade e, mais amplamente, para a capacidade humana de sentir empatia e “pertencimento”.

 

A felicidade está dentro de nós

“A alegria não está nas coisas: está em nós.” Goethe

[O fruto da meditação é o que podemos chamar de uma maneira de ser óptima ou uma felicidade autêntica, verdadeira. Essa felicidade não é constituída por uma sucessão de sensações e de emoções agradáveis. Ela não é feita de coisas, objectos ou pessoas. É o sentimento profundo de termos concretizado da melhor forma o potencial de conhecimentos e de realizações que existe em nós. A prática da meditação é uma aventura que vale mesmo a pena.]

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Novembro

Dia 1 de Novembro fiz uma caminhada de quase 3 horas sempre de manga curta e com calor. Se sabe bem? Sim. É preocupante? Muito.

Nas minhas memórias de infância, Novembro é mês de chuva, de fogão de lenha, castanhas assadas, casacos compridos, botas,..

Para quem tem andado distraído, aqui fica o link para o documentrário Before the flood.

Perseverança

Perseverança
[Permanecer no seu caminho apesar dos obstáculos. Confiar no caminhar apesar das adversidades. É a coragem de acreditar. Em quem se é. No que se quer. É a coragem de ser fiel. Ao que se acredita. Ao seu próprio coração. É seguir com a firmeza da verdade. E com a força da fé.]

autor desconhecido

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Sem tesão não há solução

Muitas alunos comentam comigo o quanto gostariam de ter mais disciplina.
Disciplina para praticarem Yôga em casa, disciplina para meditarem todos os dias, disciplina para realizarem os seus hobbys preferidos, enfim a disciplina às vezes parece o segredo para resolver todos os males. Na minha opinião, o que falta muitas vezes é motivação, que também podemos chamar de paixão ou tesão!
Na década de 80 um psiquiatra brasileiro lançou um livro com o título: “Sem tesão não há solução”. Neste livro ele fala de um tipo de desejo que extrapola o sexual e é a força motivadora da vida.

Um vida bem vivida precisa de tesão por tudo, pelas pessoas, pelos lugares, pelas experiências, pelo trabalho, pelas relações, pela vida!

A sociedade actual sofre de “impotência vital”. As pessoas acordam e deitam-se todos os dias sem conseguirem realizar o seu potencial único e principalmente sem aproveitarem o prazer de estarem vivos. Vivem agarradas à internet em busca de blogs de viagens para aprenderem a viajar, dos livros de auto-ajuda em busca de uma qualquer motivação para melhorarem as suas vidas, das contas de instagram para se tornarem fits e saudáveis. Não vivem o momento, não se apaixonam pelas pequenas coisas, não apreciam o que é simples, não amam o que já têm…

“É chegado o momento de acrescentarmos ao tempo e ao espaço mais uma dimensão fundamental à vida no Universo: o Tesão,…

o estar física e emocionalmente em prontidão, alertas, atentos, disponíveis, sintonizados, sensibilizados, sensorializados, sensualizados a todos os estímulos internos e externos da vida quotidiana […]

graças a essa dimensão, nós sentimos a vida à flor da pele, podemos fazer fluir e tornar disponíveis nossos potenciais humanos e biológicos […]

Finalmente, ela nos faz criar, amar, jogar, brincar, lutar pelo simples e encantado prazer de estar vivo. […]

Hoje, perder o tesão significa também se desinteressar. Mas trata-se de um desinteresse que não é apenas mental, existencial, mas também corporal e sensorial […]

Este tesão o faz ligar-se, forte e apaixonadamente, sem necessitar nenhuma explicação consciente, a tudo o que lhe proporciona beleza, alegria e prazer. […]

É isso também que os leva a não ser, espontaneamente, nem mórbidos e nem pessimistas […]

é a principal arma que dispomos para lutar contra todas as tentativas de nos imporem as dependências, as limitações e as culpas […]

na sociedade burguesa os mortos comandam os vivos, num processo de desvivência progressiva, contra o qual, nós, os que optamos pela ideologia do tesão, temos de nos insurgir […]
Pois concordo com o pichador de parede que escreveu esta frase no muro de um cemitério em São Paulo: Sem tesão não há solução […]”

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