Sentir-se em Casa

Comemoro este ano 13 anos de Profissão. Comecei a dar aulas de Yoga no ano de 2004. Dei aulas em várias cidades (Braga, Viana, Barcelos, V.N. de Famalicão etc.), em espaços muito diferentes, desde Health Clubs, a Escolas de Yoga, ao ar livre, a pequenos grupos, a muita gente e até aulas individuais. Em Setembro de 2008 dei início a um projecto meu, um espaço inteiramente dedicado ao Yoga. Um espaço que tem a sua história e já também já passou por várias mudanças e transformações. No final de 2014 decidi dar-lhe uma nova imagem e um novo nome, e assim surgiu a Casa do Yoga. E já lá vão 3 anos. 🙂

Porquê Casa do Yoga? Porque gosto que os meus alunos se sintam em Casa…

Como é bom e libertador sentir-se em casa! Não importa a arquitectura, o tamanho, a localização, o mobiliário…nada disso.

Para mim, sentir-se em Casa é…

Sentir-se em Casa é um doce sentimento de nos percebermos aceites e queridos da maneira que somos. É sentir que temos liberdade para nos expressarmos, sentir que temos à nossa volta pessoas que nos entendem e que nos ajudam a crescer e com as quais as horas passam a voar porque cada momento é realmente único.

Sentir-se em casa é estar bem consigo. É estar bem no seu corpo, na sua voz. É cuidar-se, amar-se, valorizar-se. É saber rir e não se levar demasiado a sério, e é também saber chorar e aceitar as próprias falhas. Sentir-se em casa é saber que damos o nosso melhor a cada momento, é sentir que o futuro está à nossa espera.

Anúncios

Caminhadas que valem a Pena

É bom ter férias, mas é ainda melhor não temer o fim delas. Adoro o que faço e, por isso, estou desejosa de voltar ao convívio com os meus alunos, às aulas e às actividades que tanto prazer me dão. A todos os que se sentam na minha frente eu só posso agradecer por partilharem comigo esta fascinante caminhada de auto -descoberta e transformação pessoal que é o Yôga.

No dia 31 de Agosto, na Casa do Yôga, voltamos ao horário completo, que podem consultar aqui –> Horários 

Em quanto não nos encontramos na sala de práticas, deixo-vos um cheirinho das minhas férias!

colagemmonserrat

Palácio de Monserrate, em Sintra. Sem dúvida um dos lugares mais bonitos que visitei. Os jardins são deslumbrantes!

castelodosmouros

O Castelo dos Mouros, o Palácio Nacional de Sintra, a famosa Piriquita, onde se podem degustar as queijadas e os travesseiros de Sintra. As ruas do centro histórico estão cheias de chalets lindíssimos, vale a pena passear de charret ou então no eléctrico que liga Sinta à Praia das Maçãs (sem dúvida um dos passeios mais lindos e românticos que já vi) . Outra coisa que é diga de nota, são as fontes de água, a mais conhecida e fotografada é a Fonte Mourisca, que fica na famosa Volta do Duche.

colagemregaleiraepena

O parque e o Palácio da Pena e a Quinta da Regaleira. Estes foram sem dúvida os passeios mais interessantes e mágicos!

O Parque da Pena é um imenso cenário construído, em que milhares de espécies vegetais são complementadas por construções singulares, compondo caminhos que levam a um Palácio sublime que inspirou as celebres palavras de Richard Strass:

“Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Conheço a Itália, a Sicília, a Grécia e o Egipto e nunca vi nada que valha a Pena. É a coisa mais bela que tenho visto. Este é o verdadeiro jardim de Klingsor. E, lá no alto, está o castelo do Santo Graal.”

O Palácio da Pena é lindo, sem dúvida. Mas o que me interessava mesmo era o parque. A verdadeira caminhada de descoberta!

Na Pena, aquele que a isso se dispuser pode aí iniciar uma travessia simbólica que propõe a aquisição do conhecimento do ser mais profundo, uma religação com os segredos da perfeição perdida, origem e destino da humanidade.

O passeio pelo parque da Pena é uma caminhada na senda dos símbolos secretos devidamente escondidos à vista de toda a gente!

Logo à entrada do parque, a imagem singular de uma árvore que se reflecte na superfície das águas, sugere o arquétipo da árvore do jardim do Éden, a árvore do conhecimento do bem e do mal em cujas raízes cresce em reflexo, a árvore da vida. É um eixo do mundo que liga a terra e o céu. Um símbolo dos fluxos eternos que unem o que está no alto com o que está em baixo. Por esse motivo diversas tradições esotéricas consideram a árvore como o modelo da criação, cujo conhecimento revela um mapa do cosmos.

IMG_20150831_001929_BURST003

Na foto, a árvore da vida, que podem encontrar no livro Chakras e Kundaliní, do mestre DeRose.

Na Quinta da Regaleira, o palácio é rodeado por jardins, lagos, grutas e construções enigmáticas, lugares que ocultam significados alquímicos.

Um dos objectivos da Alquimia, seria a transformação de metais em ouro. Acredita-se que essa ideia esteja directamente ligada a uma metáfora  de mudança de consciência. A pedra representaria a mente “ignorante” que é transformada em “ouro”, ou seja, “sabedoria”.

Para quem tem interesse em desenvolvimento pessoal, auto-conhecimento, estas são sem dúvida caminhadas que valem a pena! (agora sem trocadilho 😉 )

praia

E depois muita praia, sol e banhos de mar.

Em Sintra, vale a pena conhecer Azenhas do Mar, um praia pequenina, mas muito charmosa que costuma aparecer no top das mais bonitas de Portugal. Depois há a praia da Adraga, outra pequena pérola e a praia da Ursa,que é mesmo o tipo de praia que eu gosto, com pouca ou nenhuma intervenção humana, quase selvagem e só para quem tem espírito de aventura. Ainda houve tempo para uns dias em Peniche, onde as praias são óptimas sempre cheias de surfistas, o cabo carvoeiro é o lugar perfeito para fugir do calor  e claro, as Berlengas.

Para refletir…

Ainda na saga dos filmes/vídeos/documentários, quero partilhar com os meus leitores um pequeno vídeo e um filme que nos fazem pensar sobre este mundo em que vivemos.

Timbuktu, é um filme de Abderrahmane Sissako, que estreou em 2014 no Festival de Cannes, foi nomeado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e arrebatou os César. Em Portugal, estreia agora em Maio (provavelmente só cinemas de Porto e Lisboa).

Timbuktu é uma ciadade no centro do Mali. Não muito longe de Timbuktu, agora governada por fundamentalistas religiosos, Kidane vive no deserto com a mulher Satima, a filha Toya e Issan, o pastor de doze anos. Na cidade, as pessoas sofrem com o regime de terror imposto pelos fundamentalistas. A música, o riso, os cigarros e o futebol foram banidos. As mulheres tornam-se sombras mas resistem com dignidade. Todos os dias, os tribunais improvisados decretam leis e sentenças absurdas e trágicas. Kidane e a família têm sido poupados ao caos que reina em Timbuktu. Mas o seu destino muda quando Kidane mata acidentalmente Amadou, o pescador que matou GPS, a vaca preferida da sua manada. Kidane terá então de enfrentar as leis dos ocupantes fundamentalistas.

O realizador conta que a sua inspiração para o filme foi um acontecimento em 2012 no Mali que foi largamente ignorado pelos media. Um casal de trinta e poucos anos, com duas crianças, foi lapidado. O crime de que foram acusados: não serem casados. Aguelhok, a vila onde aconteceu no Mali, não é Teerão nem Damasco e por isso, segundo Sissako, nada se disse sobre o assunto, mas o realizador não conseguiu ficar indiferente e espera que nunca mais uma criança seja obrigada a testemunhar o assassínio dos pais apenas porque se amavam e o fundamentalismo não pára de alastrar.

******

Primitive é um pequeno filme de da Survivel International, uma organização mundial de apoio aos povos indígenas.

 

Dá que pensar, não é?

Girl Rising

Ainda a propósito do dia 8 de Março, vale a pena conhecer estes 2 projectos:

1. Girls Rising

Mais informações aqui: http://girlrising.com/

Girls Rising é um documentário que conta a história de 9 meninas extraordinárias que vivem em países onde a educação ainda é negada às mulheres.

O filme  foca o poder que a educação tem para mudar a vida de mulheres em todo o mundo. As meninas enfrentam barreiras que os meninos não enfrentam na educação, mas educar as meninas pode fazer com que seja quebrado o ciclo de pobreza em apenas uma geração. As estatísticas destacadas em Girl Rising oferecem uma visão sobre essas barreiras, e ilustram o efeito duradouro da educação em meninas, famílias, comunidades e nações.

2. 14 milhões de Gritos

14 milhões de Gritos é um pequeno filme sobre o casamento infantil.

Todos os anos 14 milhões de meninas são obrigadas a casar com homens mais velhos. São privadas do seu direito à educação, à saúde e a um desenvolvimento saudável.

Fonte: Noticias Magazine