Técnicas e conceitos para a expansão da consciência

“Não adianta, e isso eu já tenho dito e repetido muitas vezes, mas sempre parece que não disse vezes suficientes, ou não enfatizei da melhor maneira: as técnicas sem os conceitos não funcionam.

Mas não funcionam? Eu perdi barriga, eu fiquei esculturado, e lá se foi a celulite, e ganhei aquela competição porque a minha respiração melhorou, eu tive mais folêgo mais flexibilidade articular, mais tônus muscular. Como que não funciona?

Não funciona no sentido em que o objectivo final é o samádhi e nós não chegamos lá se os conceitos não forem observados. Então nesse aspecto, sem os conceitos as técnicas só funcionam para essas coisas menores, como ganhar uma competição desportiva, ganhar mais dinheiro na profissão, ficar com um corpo esculturado (…)

Mas para nós isso é muito pouco, é o lado de fora, isso são os efeitos colaterais, não é a coisa em si, a coisa em si é a filosofia que visa o estado de consciência expandida que vai nos levar ao autoconhecimento. Só que se a pessoa não observar a reeducação comportamental, não consegue chegar a um estado de purificação orgânica, de limpeza das nádís, meridianos e finalmente não consegue chegar à meta”

Palavras do Professor DeRose na Webclass de 21 de Outubro ao minuto 42:37

 

Algumas explicações

Técnicas:

Exercícios respiratórios, técnicas de vocalização, técnicas corporais, descontração, meditação, etc., isto é, tudo o que fazemos dentro da sala de prática.

Conceitos:

Boa cultura, boa alimentação, boas relações humanas, ética, civilidade, etc., tudo o que devemos incorporar ao nosso dia-a-dia.

Samádhi:

Hiperconsciência, estado de megalucidez que conduz ao autoconhecimento; Segundo Pátãnjali, este estado de consciência é a meta do Yôga; segundo Sivánanda “nenhum samádhi é possível sem kundaliní”, logo a função do Yôga é despertar essa energia.

Nádís:

Nádi significa rio, corrente ou torrente; são canais do corpo energético por onde circula a bioenergia (prána); o corpo humano possui milhares desses canais, os principais são idá, píngalá  e sushumná, sendo esta última a mais importante de todas, pois é por ela que a energia da kundaliní deverá ascender.

Kundaliní:

É uma energia física, de natureza neurológica, que está adormecida na base da coluna. No Yôga activamos esta energia de forma gradual através da prática diligente. Ela vai subindo através dos chakras e nádís, num processo sistemático e gradual, desenvolvendo, assim, os poderes latentes de cada centro energético. Quando a kundaliní atinge o sahásrara chakra o praticante atinge o samádhi.

Limpeza das nádís:

Para que a energia circule e o praticar possa lograr atingir o samádhi é necessário que as nádís, os canais por onde a energia circula estejam limpos. As técnicas e uma alimentação adequada deixam os canais limpos, mas não são suficientes.  O Prof. DeRose costuma dizer: “Emoções pesadas sujam mais o organismo do que fumar, beber e comer animais defuntos. Não adianta praticar o ashtánga sádhana, meditação ou mantras se não sabemos nos relacionar bem com as outras pessoas.”  Então, o que fazemos fora da sala de prática é muito importante no processo de expansão da consciência.

 gotaFoto de Skitter Photo

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