A Cama de Procrusto

[A conformidade que se exige dos homens na nossa cultura patriarcal assemelha-se à cama de Procrusto na mitologia grega. Os viajantes a caminho de Atenas eram deitados nessa cama: se fossem pequenos demais, eram esticados até ao tamanho adequado, como numa roda de tortura medieval; se fossem compridos de mais, eram cortados até caberem na cama.
Alguns homens encaixam perfeitamente na cama de Procrusto. O estereótipo (ou expectativas exteriores) e o arquétipo (ou padrões interiores) adequam-se bem. O êxito é fácil e dá prazer a esses homens.Contudo, a conformidade com o estereótipo é muitas vezes um processo angustiante para o homem cujos padrões arquétipos diferem do “que deveria ser”. Parece ajustar-se mas, na verdade, consegue-o com grande esforço, amputando aspectos importantes de si próprio. Ou, para cumprir expectativas, pode ter esticado uma dimensão da personalidade, à qual falta profundidade e complexidade: nesses casos, o êxito exterior não possui significado íntimo.]
Jean Shinoda Bolen em Os Deuses em cada Homem

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A Lenda da cama de Procrusto, é muitas vezes utilizada como metáfora para situações em que se pretende que algo ou alguém encaixe num determinado padrão. Representa a intolerância humana, que está na sociedade, na família e em nós.

A Sociedade impõe-nos uma maneira de pensar, agir, ser. Aqui estão os governos, a economia, a educação, as religiões, as redes sociais, etc.. Cortamos ou esticamos para que as nossas ideias caibam no que é considerado correcto.

Na Família, por vezes a individualidade é esquecida. Quantos pais não tentam ajustar os filhos aos seus ideias de carreira, relacionamento e até de diversão.E nos relacionamentos afectivos quantas vezes nos moldamos para caber no ideal de parceiro do outro.

E nós com a nossa persona*. Quantas vezes nos tentamos ajustar.

Então eu corto, estico, rasgo e costuro pedaços de mim, sem nunca me sentir verdadeiramente feliz lá no intimo do meu ser. Sem saber o que realmente me realiza e me motiva.

Para sair da cama de Procrusto só nos resta uma coisa:  auto-conhecimento!

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 “Só aquilo que somos tem realmente o poder de nos curar.” C. Jung

Auto-conhecimento é tomar consciência daquilo que sempre existiu dentro de nós e encarar com coragem o que somos na essência. O auto-conhecimento desperta em nós todo o nosso potencial de realização para uma vida plena, é responsável pela concretização dos nossos objectivos.

Um exemplo:

Nesta altura do ano é comum ouvir: “ah….a minha lista de promessas de ano novo já está no lixo”. Nem sempre, mas em muitos casos isto acontece por que a lista de objectivos não está alinhada com o verdadeiro eu. Ela é fruto da pressão da família, dos amigos, das redes sociais, etc.. Não existe motivação para tentar concretizar o que não é o nosso desejo mais profundo e então a lista de promessas vai para o lixo e regressa no ano seguinte. Antes de debitar objectivos num papel temos de descobrir o que realmente queremos.

(continua no próximo artigo)

*A palavra latina persona significa máscara e refere-se às máscaras usadas em palco, que tornavam imediatamente reconhecível o papel a desempenhar pelo actor. A persona é o modo como nos apresentamos, a impressão inicial que causamos.

Vulnerabilidade

Viver é experimentar incertezas, riscos e é expor-se emocionalmente. Mas isso não precisa ser necessariamente mau. Brené Brown, que durante 12 anos desenvolveu uma pesquisa pioneira sobre vulnerabilidade, mostra-nos que essa condição não é uma medida de fraqueza, mas a melhor definição de coragem.

Quando fugimos de emoções como medo, mágoa e decepção, também nos fechamos para o amor, a aceitação, a empatia e a criatividade. Por isso, as pessoas que se defendem a todo custo do erro e do fracasso distanciam-se das experiências marcantes que dão significado à vida e acabam por sentir frustração.
O factor vulnerabilidade revela-se decisivo para as interacções humanas, o senso de comunidade e, mais amplamente, para a capacidade humana de sentir empatia e “pertencimento”.

 

A felicidade está dentro de nós

“A alegria não está nas coisas: está em nós.” Goethe

[O fruto da meditação é o que podemos chamar de uma maneira de ser óptima ou uma felicidade autêntica, verdadeira. Essa felicidade não é constituída por uma sucessão de sensações e de emoções agradáveis. Ela não é feita de coisas, objectos ou pessoas. É o sentimento profundo de termos concretizado da melhor forma o potencial de conhecimentos e de realizações que existe em nós. A prática da meditação é uma aventura que vale mesmo a pena.]

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Novembro

Dia 1 de Novembro fiz uma caminhada de quase 3 horas sempre de manga curta e com calor. Se sabe bem? Sim. É preocupante? Muito.

Nas minhas memórias de infância, Novembro é mês de chuva, de fogão de lenha, castanhas assadas, casacos compridos, botas,..

Para quem tem andado distraído, aqui fica o link para o documentrário Before the flood.

Perseverança

Perseverança
[Permanecer no seu caminho apesar dos obstáculos. Confiar no caminhar apesar das adversidades. É a coragem de acreditar. Em quem se é. No que se quer. É a coragem de ser fiel. Ao que se acredita. Ao seu próprio coração. É seguir com a firmeza da verdade. E com a força da fé.]

autor desconhecido

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O caminho

O objectivo é importante. Mas é o caminho que nos transforma.

[Para mim o Yôga é um caminho, um processo de desenvolvimento pessoal e transformação a muitos níveis. Se levarmos isso para a prática de ásanas, significa que o importante não é chegar ao ásana perfeito e belo “para a fotografia”, mas a forma como nós “caminhamos” na nossa própria prática, como respiramos, como percebemos as sensações que produzimos a cada pequeno movimento, como ouvimos o nosso corpo…. Cada pessoa tem seu próprio processo! E partir disso construímos a nossa história, o nosso caminho. Não existe o caminho certo ou o caminho errado, existe o nosso caminho! E é esse caminho que temos que aprender a amar, a respeitar e a construir todos os dias.]

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Meditação

Quem participou no Programa 31 dias de Meditação está agora a celebrar 3 meses de meditação!!!! yupi 🙂 🙂 Celebrem bastante!!!

Meditar parece simples… e é! Mas é necessário treino, treino, treino, muito treino… 😉 ah e persistência!
Tal como treinamos uma actividade desportiva para melhorar a performance, a saúde e o bem-estar do nosso corpo, na meditação treinamos para melhorar a performance e o bem-estar da nossa mente.
Por onde começamos? Por treinar a presença, por estarmos despertos, atentos ao momento presente. Este é o primeiro e o mais importante passo! Depois com o treino e prática podemos desenvolver qualidades que nos vão ajudar a avançar para outros tipos de meditação.