Sugestões para quem quer praticar Yoga

Estas são sugestões para todos os praticantes, mas principalmente para quem está a começar. Servem para garantir que vai ter um bom aproveitamento das suas aulas e vai praticar com segurança.

 

  • Conheça o seu estado de saúde antes de iniciar a prática. Consulte um médico se for necessário. É importante comunicar ao instrutor se já teve alguma lesão, ou se tem algum problema de saúde.

 

  • É importante que experimente várias aulas diferentes, antes de decidir a que vai escolher. Hoje em dia estão disponíveis muitas modalidades de Yoga. O mundo do Yoga é quase como uma pastelaria, quando entramos vemos dezenas de bolos, todos muito diferentes tanto visualmente, como em termos de sabor e até quantidade de calorias. E de certeza que não gostamos de todos, temos os nossos favoritos e aqueles que jamais queremos. Com o Yoga acontece a mesma coisa, são todos diferentes e dificilmente vamos gostar de tudo. Mesmo eu que já sou instrutora há 15 anos, não gosto de todas as modalidades. Sou apaixonada por alguns tipos de prática, mas há muitos que não me dizem nada e sinto que não têm qualquer efeito sobre mim. Por isso, recomendo que faça a sua escolha baseada no que sentiu e experienciou durante e depois da aula. Isso é mais importante que fazer a modalidade da moda, ou a aula ao lado de casa. Afinal, se vamos fazer um investimento quer de tempo, quer financeiro é importante que haja algum retorno.

 

  • Pratique pelo menos duas vezes por semana. Menos que isso, não trará grandes efeitos nem progresso.

 

  • Escolha uma roupa simples, que lhe permita liberdade total de movimentos. O ideal é praticar sem meias, para maior estabilidade. Liberte-se do relógio, pulseiras e colares.

 

  • Dê o seu melhor em cada prática. Não se esforce demais, não se esforce de menos. Aprenda a ouvir o corpo e a respeitar os seus limites. Esta é a melhor receita para o sucesso da sua prática.

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Incenso ou um app no smartphone?

O incenso é usado há milhares de anos por motivos diversos. No contexto do Yoga e da meditação começou a ser usado com um propósito muito simples: medir o tempo. Como não havia relógios, era necessário encontrar algo que medisse o tempo de cada sessão de meditação, e o incenso servia esse propósito na perfeição.

Hoje em dia tempos uma gama variada de objectos que medem o tempo: relógios, ampulhetas, cronómetros e até smartphones com aplicações que medem o tempo.

Embora o incenso nos transporte para um ritual e todo um simbolismo, além do aroma que enche o ambiente, não é muito prático e também não é muito saudável, dado que o mercado está saturado de incenso de má qualidade e cheios de químicos nocivos à saúde.

Então, como medir o tempo quando estiver a fazer o seu exercício de meditação? Deixo aqui algumas sugestões de aplicações que podem usar no smartphone.

Meditation Helper

Aplicação muito simples e fácil de usar. Controla o tempo da sessão de meditação e permite criar perfis personalizados de meditação (por exemplo, perfil para sessão de 10 minutos, perfil para 20 minutos com toque de sino a meio da sessão etc.).

Headspace 

Esta aplicação foi criada por Andy Puddicombe, que esteve nos Himalayas e se tornou  monge budista. Nesta aplicação ele ensina a aplicar técnicas para acalmar a mente. São exercícios muito simples, por isso, a aplicação é mais adequada para quem não tem experiência de meditação ou não tem orientação de um instrutor.

i-Qi Clock

Aplicação muito fácil de usar. Controla o tempo de cada sessão de meditação e usa sons  de alta qualidade das taças Peter Hess®.

Insight Timer

Podem ser utilizada como medidor de tempo, e tem também uma biblioteca com meditações guiadas. Apresenta estatísticas das sessões de meditação (tempo, número de sessões diárias, etc.). Embora a aplicação faça bastante sucesso por causa das estatísticas, pessoalmente eu recomendo manter esta opção desligada. Acredito que é mais importante praticar meditação pelo prazer que dá e pelo bem-estar que gera do que para obter estrelas (a cada dez sessões consecutivos o praticante ganha uma estrela). É preferível fazer poucas sessões mas bem, do que muitas apenas para ter uma estrelinha.

Medite.se

Aplicação criada por Tadashi Kadomoto, tem meditações guiadas e induções. Para Tadashi, o auto-conhecimento é o cerne da transformação e a melhor forma de ajudar ao próximo. Uma pessoa que vive bem consigo, vive bem em grupo. É uma boa aplicação para quem está a iniciar-se na prática da meditação.

Sentir-se em Casa

Comemoro este ano 13 anos de Profissão. Comecei a dar aulas de Yoga no ano de 2004. Dei aulas em várias cidades (Braga, Viana, Barcelos, V.N. de Famalicão etc.), em espaços muito diferentes, desde Health Clubs, a Escolas de Yoga, ao ar livre, a pequenos grupos, a muita gente e até aulas individuais. Em Setembro de 2008 dei início a um projecto meu, um espaço inteiramente dedicado ao Yoga. Um espaço que tem a sua história e já também já passou por várias mudanças e transformações. No final de 2014 decidi dar-lhe uma nova imagem e um novo nome, e assim surgiu a Casa do Yoga. E já lá vão 3 anos. 🙂

Porquê Casa do Yoga? Porque gosto que os meus alunos se sintam em Casa…

Como é bom e libertador sentir-se em casa! Não importa a arquitectura, o tamanho, a localização, o mobiliário…nada disso.

Para mim, sentir-se em Casa é…

Sentir-se em Casa é um doce sentimento de nos percebermos aceites e queridos da maneira que somos. É sentir que temos liberdade para nos expressarmos, sentir que temos à nossa volta pessoas que nos entendem e que nos ajudam a crescer e com as quais as horas passam a voar porque cada momento é realmente único.

Sentir-se em casa é estar bem consigo. É estar bem no seu corpo, na sua voz. É cuidar-se, amar-se, valorizar-se. É saber rir e não se levar demasiado a sério, e é também saber chorar e aceitar as próprias falhas. Sentir-se em casa é saber que damos o nosso melhor a cada momento, é sentir que o futuro está à nossa espera.

Shiva Nilakantha

Dizem as lendas que os deuses e os demónios procuraram Shiva para que este os salvasse do veneno halahala, pois apenas ele podia engolir o veneno sem se ferir. Esse veneno podia destruir toda a criação e por compaixão de todos os seres Shiva tomou o veneno. Ele não engoliu mas também não cuspiu o veneno, manteve-o na garganta e o veneno tornou-se azul. Daí em diante Shiva passou a ser conhecido como o Nilakantha, aquele que tem a garganta azul.

O veneno simboliza as emoções, e Shiva não engole o veneno, ou seja, ele não suprime as emoções nem as nega e também não as cospe nos outros ou no mundo. Ele sustenta as emoções conscientemente dentro dele e transmuta-as para a cor azul, ou seja, actua de acordo com a sua consciência e decide o que fazer com as emoções.

Existem sempre três opções para as nossas emoções: engolir, cuspir ou transmutar.
Se estivermos sensíveis e sintonizados com as nossas emoções conseguimos de forma consciente decidir o que fazer com elas. Para tomarmos consciência das nossas emoções no nosso dia-a-dia podemos verbalizá-las. Por exemplo: “sinto-me triste”, “estou ansiosa”. Devemos também observar como o corpo está a manifestar essa emoção. Este exercício simples, se praticado de forma rotineira, ajuda-nos a dissociar da emoção e coloca-nos no papel de observador. Começamos a dar-nos conta do vaivém de emoções, e a notar que algumas são fáceis de perceber e outras nem por isso.

Depois de ser capaz de reconhecer as emoções que mais surgem no seu dia-a-dia, lembre-se que sentir é diferente de agir. Por exemplo:se estou com raiva não preciso descarregar em alguém; se sinto medo não preciso de fugir. Aquilo que eu sinto não precisa ser necessariamente o que eu faço. Este é o primeiro passo para a inteligência emocional: sentir uma coisa e decidir como actuar em relação a isso e não reagir de forma automática e inconsciente. Não é fácil, e nem sempre vamos conseguir, mas siga em frente e sem culpa! O treino continuo leva à evolução.

O arqueiro e as emoções

O texto é tão bom, que que tinha mesmo que partilhar aqui. 🙂

Conta a lenda que um velho Mestre na arte do tiro com arco pediu a um discípulo para mostrar o seu progresso lançando uma flecha num alvo. O discípulo disparou com grande pontaria a flecha, que atingiu o centro do alvo. E rapidamente lançou outra flecha, que dividiu a anterior ao meio.

Com um sorriso de troça e superioridade, dirigiu-se ao Mestre, perguntou o que pensava e desafiou-o a fazer melhor.

O Mestre não hesitou; Pediu-lhe para acompanhá-lo. Escalaram uma colina e chegaram ao topo de uma montanha na qual um tronco estreito e frágil atravessava um precipício sem fim. Uma espécie de ponte precária que ligava à montanha seguinte.

O professor pediu ao aluno que repetisse o teste sobre aquela ponte. O discípulo hesitou, mas com a insistência do Mestre avançou para a ponte que oscilava ao vento. E aí lançou várias flechas, nenhum das quais atingiu o alvo.

O Mestre pediu ao discípulo – que transpirava e tremia como resultado do medo – para regressar. Uma vez que o jovem estava sobre a montanha, o Mestre subiu à precária ponte, esticou o arco e lançou uma flecha segura que atingiu exactamente o centro do alvo. E imediatamente, mais duas setas também atingiram o alvo com total precisão.

Sorrindo, ele aproximou-se do discípulo, que o olhava com constrangimento, e disse com firmeza: “O domínio da técnica de lançar a flecha e alvejar em condições ideais não revela que você está se superando como um ser humano. É apenas uma pequena parte de suas habilidades.”

Superar a dispersão causada pelas emoções é o que é realmente importante, a fim de aumentar nossa capacidade de foco e atingir nossos objectivos.

Tradução livre daqui: Blog Edgardo Caramella

Comunicação não violenta

A comunicação não violenta é uma das minhas últimas descobertas. Confesso que fiquei fascinada com esta metodologia e, por isso, decidi partilha-la aqui.

A comunicação não violenta (CNV) é um modelo dinâmico de comunicação desenvolvido por Marshall Rosenberg. A CNV ensina-nos a compreender o que se passa connosco para que sejamos capazes de nos exprimir de forma clara e eficaz. É uma maneira de comunicar que é assertiva e empática ao mesmo tempo.

Marshall Rosenberg começou por pesquisar os factores que afectam a capacidade humana de nos mantermos compassivos. Descobriu que a linguagem tem um papel crucial. E assim surgiu a CNV, na qual a forma como ouvimos e falamos (comunicação) pode permitir uma conexão maior entre as pessoas para que a compaixão possa emergir, mesmo em situações muito críticas.

O trabalho de Rosenberg foi influenciado pelas ideias de Gandhi e Luther King.  A CNV foi aplicada por Rosenberg em programas de paz no Médio Oriente, Sérvia, Croácia, Ruanda, etc..

 

Vulnerabilidade

Viver é experimentar incertezas, riscos e é expor-se emocionalmente. Mas isso não precisa ser necessariamente mau. Brené Brown, que durante 12 anos desenvolveu uma pesquisa pioneira sobre vulnerabilidade, mostra-nos que essa condição não é uma medida de fraqueza, mas a melhor definição de coragem.

Quando fugimos de emoções como medo, mágoa e decepção, também nos fechamos para o amor, a aceitação, a empatia e a criatividade. Por isso, as pessoas que se defendem a todo custo do erro e do fracasso distanciam-se das experiências marcantes que dão significado à vida e acabam por sentir frustração.
O factor vulnerabilidade revela-se decisivo para as interacções humanas, o senso de comunidade e, mais amplamente, para a capacidade humana de sentir empatia e “pertencimento”.