Shiva Nilakantha

Dizem as lendas que os deuses e os demónios procuraram Shiva para que este os salvasse do veneno halahala, pois apenas ele podia engolir o veneno sem se ferir. Esse veneno podia destruir toda a criação e por compaixão de todos os seres Shiva tomou o veneno. Ele não engoliu mas também não cuspiu o veneno, manteve-o na garganta e o veneno tornou-se azul. Daí em diante Shiva passou a ser conhecido como o Nilakantha, aquele que tem a garganta azul.

O veneno simboliza as emoções, e Shiva não engole o veneno, ou seja, ele não suprime as emoções nem as nega e também não as cospe nos outros ou no mundo. Ele sustenta as emoções conscientemente dentro dele e transmuta-as para a cor azul, ou seja, actua de acordo com a sua consciência e decide o que fazer com as emoções.

Existem sempre três opções para as nossas emoções: engolir, cuspir ou transmutar.
Se estivermos sensíveis e sintonizados com as nossas emoções conseguimos de forma consciente decidir o que fazer com elas. Para tomarmos consciência das nossas emoções no nosso dia-a-dia podemos verbalizá-las. Por exemplo: “sinto-me triste”, “estou ansiosa”. Devemos também observar como o corpo está a manifestar essa emoção. Este exercício simples, se praticado de forma rotineira, ajuda-nos a dissociar da emoção e coloca-nos no papel de observador. Começamos a dar-nos conta do vaivém de emoções, e a notar que algumas são fáceis de perceber e outras nem por isso.

Depois de ser capaz de reconhecer as emoções que mais surgem no seu dia-a-dia, lembre-se que sentir é diferente de agir. Por exemplo:se estou com raiva não preciso descarregar em alguém; se sinto medo não preciso de fugir. Aquilo que eu sinto não precisa ser necessariamente o que eu faço. Este é o primeiro passo para a inteligência emocional: sentir uma coisa e decidir como actuar em relação a isso e não reagir de forma automática e inconsciente. Não é fácil, e nem sempre vamos conseguir, mas siga em frente e sem culpa! O treino continuo leva à evolução.

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O arqueiro e as emoções

O texto é tão bom, que que tinha mesmo que partilhar aqui. 🙂

Conta a lenda que um velho Mestre na arte do tiro com arco pediu a um discípulo para mostrar o seu progresso lançando uma flecha num alvo. O discípulo disparou com grande pontaria a flecha, que atingiu o centro do alvo. E rapidamente lançou outra flecha, que dividiu a anterior ao meio.

Com um sorriso de troça e superioridade, dirigiu-se ao Mestre, perguntou o que pensava e desafiou-o a fazer melhor.

O Mestre não hesitou; Pediu-lhe para acompanhá-lo. Escalaram uma colina e chegaram ao topo de uma montanha na qual um tronco estreito e frágil atravessava um precipício sem fim. Uma espécie de ponte precária que ligava à montanha seguinte.

O professor pediu ao aluno que repetisse o teste sobre aquela ponte. O discípulo hesitou, mas com a insistência do Mestre avançou para a ponte que oscilava ao vento. E aí lançou várias flechas, nenhum das quais atingiu o alvo.

O Mestre pediu ao discípulo – que transpirava e tremia como resultado do medo – para regressar. Uma vez que o jovem estava sobre a montanha, o Mestre subiu à precária ponte, esticou o arco e lançou uma flecha segura que atingiu exactamente o centro do alvo. E imediatamente, mais duas setas também atingiram o alvo com total precisão.

Sorrindo, ele aproximou-se do discípulo, que o olhava com constrangimento, e disse com firmeza: “O domínio da técnica de lançar a flecha e alvejar em condições ideais não revela que você está se superando como um ser humano. É apenas uma pequena parte de suas habilidades.”

Superar a dispersão causada pelas emoções é o que é realmente importante, a fim de aumentar nossa capacidade de foco e atingir nossos objectivos.

Tradução livre daqui: Blog Edgardo Caramella

Comunicação não violenta

A comunicação não violenta é uma das minhas últimas descobertas. Confesso que fiquei fascinada com esta metodologia e, por isso, decidi partilha-la aqui.

A comunicação não violenta (CNV) é um modelo dinâmico de comunicação desenvolvido por Marshall Rosenberg. A CNV ensina-nos a compreender o que se passa connosco para que sejamos capazes de nos exprimir de forma clara e eficaz. É uma maneira de comunicar que é assertiva e empática ao mesmo tempo.

Marshall Rosenberg começou por pesquisar os factores que afectam a capacidade humana de nos mantermos compassivos. Descobriu que a linguagem tem um papel crucial. E assim surgiu a CNV, na qual a forma como ouvimos e falamos (comunicação) pode permitir uma conexão maior entre as pessoas para que a compaixão possa emergir, mesmo em situações muito críticas.

O trabalho de Rosenberg foi influenciado pelas ideias de Gandhi e Luther King.  A CNV foi aplicada por Rosenberg em programas de paz no Médio Oriente, Sérvia, Croácia, Ruanda, etc..

 

Vulnerabilidade

Viver é experimentar incertezas, riscos e é expor-se emocionalmente. Mas isso não precisa ser necessariamente mau. Brené Brown, que durante 12 anos desenvolveu uma pesquisa pioneira sobre vulnerabilidade, mostra-nos que essa condição não é uma medida de fraqueza, mas a melhor definição de coragem.

Quando fugimos de emoções como medo, mágoa e decepção, também nos fechamos para o amor, a aceitação, a empatia e a criatividade. Por isso, as pessoas que se defendem a todo custo do erro e do fracasso distanciam-se das experiências marcantes que dão significado à vida e acabam por sentir frustração.
O factor vulnerabilidade revela-se decisivo para as interacções humanas, o senso de comunidade e, mais amplamente, para a capacidade humana de sentir empatia e “pertencimento”.

 

A felicidade está dentro de nós

“A alegria não está nas coisas: está em nós.” Goethe

[O fruto da meditação é o que podemos chamar de uma maneira de ser óptima ou uma felicidade autêntica, verdadeira. Essa felicidade não é constituída por uma sucessão de sensações e de emoções agradáveis. Ela não é feita de coisas, objectos ou pessoas. É o sentimento profundo de termos concretizado da melhor forma o potencial de conhecimentos e de realizações que existe em nós. A prática da meditação é uma aventura que vale mesmo a pena.]

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Novembro

Dia 1 de Novembro fiz uma caminhada de quase 3 horas sempre de manga curta e com calor. Se sabe bem? Sim. É preocupante? Muito.

Nas minhas memórias de infância, Novembro é mês de chuva, de fogão de lenha, castanhas assadas, casacos compridos, botas,..

Para quem tem andado distraído, aqui fica o link para o documentrário Before the flood.

Perseverança

Perseverança
[Permanecer no seu caminho apesar dos obstáculos. Confiar no caminhar apesar das adversidades. É a coragem de acreditar. Em quem se é. No que se quer. É a coragem de ser fiel. Ao que se acredita. Ao seu próprio coração. É seguir com a firmeza da verdade. E com a força da fé.]

autor desconhecido

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